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Governo de SP entrega primeira parte de reforma do Museu da Língua

SÃO PAULO - Dois anos após o incêndio que destruiu boa parte do Museu da Língua Portuguesa, na estação da Luz, no centro de São Paulo, o governo do estado entregou, nesta quarta-feira, a primeira parte das obras de reconstrução do espaço. A recuperação da fachada do prédio foi marcada pelo ato simbólico de volta do funcionamento do antigo relógio da torre, instalado em 1946. O maquinário não foi atingido pelas chamas, mas também passou por restauração.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a próxima fase dos trabalhos, que inclui a reconstrução da cobertura e o restauro interno do edifício, antes da etapa de museografia, que é o planejamento e a distribuição das atrações.

— Se nós escolhermos três ícones de São Paulo. Um deles seria a estação da Luz. Começou no século 19, inaugurada em 1900. São Paulo é a maior cidade do mundo que fala a língua portuguesa. Infelizmente aconteceu o incêndio e o prédio está sendo inteirinho restaurado, inclusive a parte que não pegou fogo porque o prédio tem 117 anos. Nós teremos até o final do ano que vem toda a parte do prédio pronta e entregue. A museografia será em seguida — afirmou.

Segundo Regina Ponte, coordenadora da Unidade de Museus da Secretaria de Cultura de São Paulo "A discussão do conteúdo está em andamento"

— Porque haverá algumas atualizações. Algumas coisas serão colocadas em locais diferentes. É mais uma questão de fluxo de público, de áreas que ficavam à margem, o público não visitava ou não chegava até lá. A grande galeria (um local de passagem), por exemplo, que tinha vários vídeos longos, o que não era apropriado. Esses vídeos agora estarão no auditório — explicou.

O secretário estadual de Cultura, José Luiz Penna, evitou prever uma data para a reabertura do museu ao público, mas estimou que que isso possa acontecer no segundo semestre de 2019.

— O restauro é muito mais penoso do que a construção. Madeiras estão sendo reconstruídas, emendadas. Estamos tentando reaproveitar o máximo do que sobrou. Eu acho que não dá (para inaugurar) em janeiro (de 2019). Primeiro semestre (de 2019) é uma boa.

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