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Vereador quer impedir regime militar em escola de Manaus

Alunos transferidos

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Vereador quer impedir regime militar em escola de Manaus
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Manaus/AM - Professores e alunos da Escola Estadual Tiradentes, no bairro Petrópolis, foram surpreendidos na última semana com uma notícia de que o colégio seria transformado em uma escola de ensino da Polícia Militar. O vereador Elias Emanuel (PSDB), entrou com uma representação no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), contra essa decisão que expulsa os alunos para outros bairros e junto com uma Comissão de Pais e alunos, participou de uma audiência no MP.

A reunião que contou com a presença do promotor Thiago Leão e do secretário-geral Alberto Rodrigues, discutiu o futuro da escola que tem 45 anos de intensas atividades e entregou um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, pedindo a manutenção da escola da forma como a mesma funciona atualmente.

Segundo a Secretaria  Estadual de Educação e Desporto do Estado do Amazonas (Seduc), a escola que existe desde 1974, terá sua história apagada e seus alunos transferidos, para dar abrigo a um anexo do Colégio Militar de Petrópolis que atende estudantes apenas do Ensino Fundamental 01. Os mais de 1800 alunos do Tiradentes serão transferidos para as escolas Antenor Ferreira Lima e Ângelo  Ramazzoti, localizadas em outros bairros, que segundo a população não possui a menor estrutura para recebê-los.

Mara, que é professora e ex aluna da escola, disse que essa decisão foi tomada de maneira arbitrária e autoritária: “Não nos comunicaram, só ficamos sabendo agora pela manhã e tivemos essa notícia trágica que seremos remanejados  para um outro local. Por isso nós decidimos protestar, a escola tem uma história dentro da comunidade, são mais de 30 anos de serviço. Como vai ficar a comunidade? Desamparada sem a escola Tiradentes?”, afirmou

Além da audiência, representantes do Ministério Público realizaram uma visita técnica no espaço e se comprometeram em convocar a Seduc para dar explicações. “Tomaremos  as  medidas judiciais cabíveis e junto as provas coletadas, tentaremos impedir, por meio de ato administrativo, o fechamento da unidade”, disse o Thiago Leão.

O vereador Elias Emanuel, que cresceu no bairro, protocolou o documento de representação à Procuradoria Geral do Ministério Público do Estado do Amazonas, dando início ao processo administrativo contra essa atitude da Secretaria Estadual de Educação, disse que o Tiradentes não pode ser apagado da história do bairro.

“Isso é um atentado contra o Estatuto da Criança e do Adolescente que prevê que a criança e o adolescente tem que estudar dentro da sua própria comunidade, não se pode tirar a comunidade escolar de Petrópolis e levar para outra localidade, não se pode apagar a história dessa escola que eu como aluno fundador ajudei a escrever”, disse o parlamentar

Nesta quarta-feira (26/12), a Seduc realizou o desligamento do gestor e o início do remanejamento dos professores.

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