A mesma policia que comandou o concurso e fez a triagem dos candidatos, não atentou para a ficha funcional do acusado, expulso da instituição há 22 anos. Pior, Júlio não cumpriu a pena . Foi um fugitivo até hoje, mas alega que o crime prescreveu. O Portal Holanda ouviu os pais da vítima - um jovem assassinado de forma bárbara e convarde na portaria de uma escola, mas abre espaço para a defesa de Júlio Raposo. no post abaixo ( Direito de Defesa )
A DOR SEM REMÉDIO
O policial aposentado Adjalma Bessa, 71 e sua esposa, a cabeleireira também aposentada Shirley Ramos Bessa, 67, estão revoltados com a possibilidade de o professor universitário e ex-policial Júlio César Raposo Lisboa, 44, condenado pela morte do filho do casal , Rogério Ramos Bessa, com um tiro no peito em 28 de junho de 1988, no portão da Escola Técnica Federal do Amazonas, voltar aos quadros da Polícia Civil, de foi expulso há 22 anos.
De acordo com Shirley, ao tomarem conhecimento de que o homem que matou seu filho a sangue frio, 22 anos depois do crime voltou a Manaus para tentar entrar na instituição de onde ele já foi expulso é uma afronta a família, à Justiça do Estado e atual direção da Polícia Civil .
“Quando descobri isso, clamei pela Justiça Divina e hoje o Deus mostrou o seu poder ao mandar você aqui”, disse com os olhos cheios de lágrimas, afirmando confiar na Justiça Divina. “Quando ele fugiu pedi a Deus e ele atendeu. Ele foi preso no Espírito Santo, depois de ano foragido. Agora foi a mesma coisa e não sabíamos como iríamos denunciar o caso . Então apareceu no Portal do Holanda a denúncia”, acrescentou.
Com uma pilha de documentos nas mãos, com páginas amareladas devido ao tempo, o policial aposentado Adjalma Bessa mostrou a reportagem vários mandados de prisão do homicida, a ficha funcional da PC e depoimentos de vítimas que afirmaram terem sido assaltadas pelo ex-policial, que resultou em um processo onde ele acabou absolvido.
Orgulhoso, o pai do estudante assinado mostrou ainda oficio encaminhado a Superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo, que prendeu Júlio César, em 2003, depois de anos foragidos da Justiça do Amazonas e já trabalhando em uma universidade como professor.

