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Transporte de insumos fica mais caro com seca no Amazonas e afeta indústrias

Transporte de insumos fica mais caro com seca no Amazonas e afeta indústrias
Transporte de insumos fica mais caro com seca no Amazonas e afeta indústrias

Manaus/AM – Diversas industrias locadas na capital estão enfrentando um momento difícil nesse período de seca dos rios no Amazonas, porque o transporte da matéria-prima necessária está mais cara.

Nelson Azevedo, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e diretor da Confederação Nacional das Industrias (CNI), informou, nesta quinta-feira (5), que as transportadoras estão diminuindo a quantidade dos insumos durante o transporte, por conta da seca, e ainda estão cobrando mais pelo serviço, o que pode resultar em produtos mais caros para o consumidor. 

“Existe um termo que chamamos de ‘taxa seca’ que representa que os produtos estão chegando no Amazonas, em um contêiner de 20 pés, por exemplo, eles cobram R$ 2.250 mil a mais do que geralmente é cobrado. Isso porque ainda tem que precisa contratado profissionais que conheçam a região, pois a embarcação pode encalhar. Antes o que era pago R$ 70 mil por transporte, agora estão cobrando em torno de R$ 800 mil que é um valor absurdamente alta. E infelizmente, quem vai pagar isso tudo é o consumidor quando o produto chegar no mercado”, disse Nelson Azevedo.

Ele ainda ressaltou que a pavimentação da rodovia BR-319 seria a solução para a crise que o estado está passando.

“Se a BR-319 estivesse pronta, isso não estaria acontecendo na indústria. A floresta tem que ter sentido econômico, claro, respeitando a sustentabilidade, mas temos tido muito problema com o Governo Federal para resolver isso, e só quem sofre com isso é o povo do Amazonas e Roraima que fica isolado do resto do país. Temos dois fenômenos, a cheia e a vazante, quando enche demais é ruim e quando seca demais também”, completou.

Nessa quarta-feira (4), o vice-presidente Geraldo Alckmin informou que a BR-319 tem um trecho já pavimentado, um trecho inicial que sai de Manaus em direção a Porto Velho, e que esse trecho ela está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Falei ontem (terça) com o ministro dos transportes, Renan Filho, e ele criou um grupo de trabalho para que possa analisar, fazer a pavimentação e as obras necessárias dentro do conceito de rodovia PAC com todos os cuidados ambientais”, disse.

A Defesa Civil informou ontem que 40 cidades estão em estado de emergência. Os únicos municípios que não foram afetados são Presidente Figueiredo e Apuí.

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