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Trabalhadores do Chibatão protestam e são ouvidos pelo TRT

A desembargadora federal Solange Maria Santiago Morais, no exercício da Presidência do Tribunal Regional da 11ª Região recebeu, na manhã de hoje, uma comissão de trabalhadores do porto Chibatão, do Sindicargas e empresas que operam no terminal privatizado, liderados pelo diretor financeiro do Sindicargas, Ronaldo de Souza. Os trabalhadores pleiteiam a liberação imediata das atividades do porto, temerosos de que possam  perder seus empregos. Os trabalhos foram suspensos em pedido de reconsideração julgada pela vice-presidente do Regional, desembargadora Valdenyra Farias Thomé. 

A desembargadora Solange Morais explicou à comissão de trabalhadores que uma decisão sobre o mérito no mandado de segurança só pode ocorrer por meio do Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região e que mesmo no exercício da presidência não tem competência para anular o despacho de um outro juiz de mesma hierarquia. O advogado do porto Chibatão, Mario Luiz Sordi disse que conversou pela manhã com o procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região, Jorsinei Dourado do Nascimento, apresentando-lhe o laudo técnico solicitado pela empresa. Diante disso, os trabalhadores concordaram em participar de uma reunião, hoje à tarde, envolvendo todos os órgãos ambientais que estão atuando na área e os engenheiros contratados pela empresa para realização de outro laudo, na presença do procurador.

Em relação aos prejuízos causados pela paralisação do porto Chibatão, a comissão informou à desembargadora Solange Maria Santiago Morais que 40 balsas contendo 2 mil contêineres estão esperando para desembarcar mercadorias no porto, entre as quais produtos perecíveis. Além disso, o sindicato dos trabalhadores tem informação de que 700 avisos prévios já estariam sendo processados caso o porto não volte a funcionar. No total, segundo informou a comissão, três mil colaboradores trabalham no porto Chibatão, entre os quais funcionários da empresa e outros com os quais ela opera. Na realidade, são sete mil trabalhadores diretos e indiretos, considerando aqueles  que fazem o transporte de carga e que a paralisação alcançou os portos de Belém e Porto Velho, trazendo prejuízos incalculáveis para o Pólo Industrial de Manaus, à sociedade como um todo e aos empregados.

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