Manaus/AM - O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) instaurou uma sindicância para apurar supostos erros cometidos por duas juízas e dois servidores na expedição de mandados de prisão que levaram à detenção equivocada de um homem inocente, de 43 anos, em agosto de 2025.
O carpinteiro foi preso no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, ao desembarcar de um voo com deportados dos Estados Unidos. Durante a checagem no Banco Nacional de Mandados de Prisão, agentes federais identificaram contra ele ordens de prisão emitidas pelo TJAM.
Pouco depois, os policiais perceberam que os dados não correspondiam ao verdadeiro foragido. O erro foi reconhecido pelo juiz Túlio de Oliveira Dorinho, que determinou a soltura do homem dois dias depois, em 15 de agosto.
A decisão de abrir a sindicância foi assinada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Hamilton Saraiva, em 12 de fevereiro. Os investigados têm 60 dias para apresentar defesa.
Segundo o TJAM, os mandados foram expedidos entre 2020 e 2021 nas comarcas de Uarini e Barreirinha, com inserção incorreta do CPF do carpinteiro, que possui o mesmo nome do verdadeiro suspeito — acusado de aplicar golpes em comerciantes e roubar R$ 16 mil em celulares.

