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Testemunhas de 13 denunciados pelo MPF na Operação Albatroz serão ouvidas na Justiça Federal

No último depoimento prestado sobre o caso na Justiça Federla, há dois anos, Ednei Cordeiro chegou a desmaiar (Foto : Arquivo, Portal do Holanda )

 

A Justiça Federal ouvirá de 13 a 15 de fevereiro as testemunhas de defesas dos treze réus denunciados pelo MPF de envolvimento em uma quadrilha acusada de movimentar mais de R$ 500 milhões de verbas públicas através de empresas fantasmas criadas para fraudar licitações e enviar o dinheiro para fora do país.

O juiz Márcio André Lopes Cavalcante, da 2ª Vara Federal, que assumiu os autos em julho do ano passado, irá interrogar o réu Sergio Born e reinterrogarar os demais acusados que desejarem ser ouvidos novamente.

As testemunhas do ex-deputado Antônio Cordeiro e da esposa Ednei de Alencar, serão ouvidas às 14h do dia 13 de fevereiro. Enquanto que do secretário de Amazonino Mendes, Alfredo Paes, prestam depoimento dia 14, às 14h.
Esquema desarticulado

O esquema da quadrilha foi desarticulado na “Operação Albatroz”, deflagrada pela Polícia Federal em 10 de agosto de 2004 e resultou na denúncia do Ministério Público Federal, de 44 pessoas dentre elas se destacam os nomes do ex-deputado Antônio Cordeiro, o atual secretário de Amazonino Mendes – Alfredo Paes, o ex-prefeito de Presidente Figueiredo Romeiro Mendonça, Bosco Saraiva, Isper Abrahim (estes três últimos nomes hoje estão fora da denúncia).

Dos 44 denunciados pelo MPF sobraram apenas 13, o ex-deputado Antônio Cordeiro, Alfredo Paes, Edneia de Alencar Ribeiro Cordeiro (esposa de Corderinho), Moacyr Coutinho dos Santos, Isaltino José Barbosa Filho, Stael Ferreira Braga Barbosa, Mário Ricardo Farias Gomes, Edilson Barata Ribeiro, Sérgio Born, Carlos Alberto Taveira Cortez, Jorge Alberto Barbosa de Medeiros, Lúcio Flávio Morais de Oliveira e Elmiro José Hallmann.
Alguns escaparam da denúncia do Ministério Público Federal, mas estão respondendo a processos na esfera estadual.

Trancamento da ação negado

Em outubro de 2004, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou pedido de habeas-corpus em favor do ex-presidente da Comissão Geral de Licitação (CGL) do Estado do Amazonas João Gomes Vilela, que tentava trancar inquérito da Polícia Federal que investigava práticas de crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção e formação de quadrilha em licitações estaduais, a chamada Operação Albatroz.

Vilela, hoje fora deste processo, era acusado a época de fraude a licitação e crimes contra a ordem tributária (por omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias).

Mas ele responde hoje na esfera Federal a três processos, dois  de improbidade administrativa e uma ação penal de crime de peculato e crimes contra a administração pública.
 

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