Suspeito de mandar matar Bruno e Dom, 'Colômbia' é solto após pagar fiança
Após pagar fiança de R$ 15 mil, Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, suspeito de ser o mandante dos homicídios do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, foi solto nessa sexta-feira (21).
De acordo com a Justiça, Colômbia seguiu para a prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de viajar para fora do país e precisou entregar o passaporte para a Polícia Federal.
Havia uma expectativa de que, segundo a defesa de Colômbia, ele ficasse preso até segunda-feira (24), quando vai passar por uma audiência de custódia sobre outro processo que apura sua participação em organização criminosa armada e crimes ambientais. No entanto, Colômbia saiu da cadeia e foi conduzido ao Centro de Operações e Controle (COC) para a instalação da tornozeleira eletrônica conforme determinação judicial.
Colômbia foi preso no dia 7 de julho, em Tabatinga, quando procurou a delegacia para prestar esclarecimentos, mas apresentou documento falso. Durante as investigações, foi descoberto que ele possuía múltiplos documentos e ainda não foi informada sua verdadeira identidade.
Investigações
No dia 6 de junho, a PC-AM iniciou as investigações em relação ao desaparecimento, realizando oitivas e diligências pelas localidades adjacentes ao Vale do Javari. No dia posterior (7), Amarildo da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Pelado”, foi preso em flagrante com munições de uso restrito, e passou a ser investigado por envolvimento nos desaparecimentos.
No dia 9 de junho, foram encontrados vestígios de sangue em uma embarcação de propriedade de Amarildo, e no dia 10, um material orgânico, aparentemente humano, foi encontrado próximo ao porto do município. O material foi recolhido e enviado para Manaus, onde passou por perícia.
Em continuidade aos trabalhos investigativos, na terça-feira (14), a PC-AM, com apoio da PF, cumpriu mandados de busca e apreensão em nome de Oseney da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Dos Santos”. Ele é irmão de Amarildo, e também é apontado como suspeito de participação no caso.
Segundo informações da Polícia Civil, ainda na terça-feira, Amarildo foi novamente ouvido e confessou o crime, indicando inclusive onde estava a lancha, bem como os corpos das vítimas. O indivíduo conduziu os policiais ao local, onde os corpos foram localizados
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