O bando que sequestrou o empresário Wellington Lins pode estar fora de alcance da Polícia. Os presos até aqui são os chamados "orelhas", inclsuive dois menores, que fariam parte da logística montada para o sequestro, mas não sabem ou desconhecem o paradeiro do grupo responsável pela ação.
A valise onde se encontrava o dinheiro deixado próximo ao posto de gasolina do Aeroporto Eduardo Gomes foi encontrada, mas vazia, a 600 metros do local.
No esconderijo usado pelo grupo, localizado na Zona Norte de Manaus, onde foram presos os homens que na verdade eram responsáveis pela logística do seqüestro, a polícia apreendeu uma motocicleta Dafra Speed, de cor vermelha, placa OAS 1006.
O Portal do Holanda ouviu policiais civis experientes em investigações e todos foram unânimes em afirmar que a logística do seqüestro foi bem montada, por isso os bandidos conseguiram fugir deixando para trás apenas os “orelhas” pagos para fazer o trabalho de apoio.
“Todos na polícia lembram da quadrilha que veio assaltar o Banco do Brasil. Eles vieram de avião fretado, desceram em uma pista próximo de Presidente Figueiredo, onde vários carros já os aguardavam”, lembrou um investigador, acrescentando que o assalto só não se concretizou porque o gás usado no maçarico para arrombar a porta do cofre acabou. “Se não acaba os cara iam fugir com toda grana do banco. Naquela época ficaram para trás os orelhas que foram presos (caras da logística)”, completou.
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