O engenheiro Wellington Lins, sócio das faculdades Fametro, sequestrado na tarde de sábado, foi libertado no final da noite de segunda-feira. A familia pagou R$ 1 milhão pelo resgate. Ao ser sequestrado, Wellington estava numa SW4, cor preta. Na manhã de segunda-feira a familia foi avisada que o veiculo se encontrava próximo a Ponta Negra. O carro estava no local indicado, levemente batido e com roupas de Wellington no seu interior. A Políca recolheu o carro para perícia.
Os sequestradores chegaram a ligar para a mulher do empresário e permitiram que ele falasse com ela. Wellington teria mostrado cansaço e impaciência. Ele solicitou que seus familiares providenciassem o dinheiro exigido pelos sequestradores, mas durante todo o dia somente R$ 500 mil chegaram a ser sacados das conta de seus irmãos e amigos, a maioria empresários e políticos.
Uma das exigências dos sequestradores era que a familia, com a qual mantinham contato, não fizesse nenhuma divulgação do sequestro ou da exigência que faziam. A policia trabalhou durante todo o domingo e a madrugada de segunda-feira com o seu sistema de inteligência para localizar o cativeiro, sem sucesso, O resgate terminou pago e o empresário libertado.
Informações de que o motorista do empresário teria morrido durante o sequestro não foram confirmadas, nem que a Policia tenha tido sucesso nas buscas aos sequestradores.
Wellington é irmão dos deputados Átila Lins(Federal)e Belarmino Lins (Estadual). Ele é alvo de uma ação cívil pública movida pelo Ministério Público do Amazonas, que pede o resssarcimento aos cofres públicos por supostas irregularidades cometidas ha 21 anos(1990) quando comandou o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estadodo Amazonas(Ipasea).
Seu nome apareceu também no escândalo de obras superfaturadas em Tefé, Amazonas, pela empresa Land Engenharia Ltda, que seria de sua família, resultando na prisão de seu irmão, George Lins, quando sacava o dinheiro em uma agência bancária. Wellington e Belarmino Lins não foram detidos, mas depuseram na Polícia Federal.
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