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Sequenciamento do genoma da castanheira do Brasil vai acelerar a reprodução da espécie

Sequenciamento do genoma da castanheira do Brasil vai acelerar a reprodução da espécie
Sequenciamento do genoma da castanheira do Brasil vai acelerar a reprodução da espécie

Manaus/AM - Um estudo inédito fez o sequenciamento genético da castanheira (Bertholletia excelsa), espécie considerada ícone da floresta amazônica e já produziu informações genômicas importantes que vão permitir a aceleração do melhoramento genético da espécie.

Realizado por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o estudo iniciou-se em 2016 e acompanha o comportamento de diferentes plantas em diferentes ambientes e situações ao longo de seus ciclos de vida para obter as respostas desejadas.

Por meio de sequências genômicas e bioinformática, utilizando bancos de genes disponíveis para outras plantas, será possível encontrar genes que indicam características importantes como tolerância à seca, resistência a patógenos ou compatibilidade reprodutiva, por exemplo. É assim que as plantas com melhor perfil são selecionadas rapidamente, por meio de análises genéticas.

O fato da castanheira ser uma espécie que apresenta incompatibilidade genética, ou seja, há indivíduos na espécie que não são capazes de cruzar entre si e frutificar, torna fundamental a identificação de plantas incompatíveis.

E o sequenciamento em questão já contribuiu para tal desafio, pois o genoma de referência da castanha do Brasil revelou a presença de genes de incompatibilidade reprodutiva, que trazem oportunidades para o uso de ferramentas genômicas no melhoramento, cultivo e conservação da espécie, aponta o estudo.

O reconhecimento dos determinantes da compatibilidade genética entre os indivíduos pode facilitar a seleção de indivíduos do sexo feminino a serem utilizados em programas de melhoramento genético e melhoramento genético e contribuir para o aumento da produtividade em castanheiras.

Por meio do DNA de uma muda de castanha do Brasil, será possível identificar o grupo genético ao qual a muda pertence, o que orientará, assim, a escolha dos indivíduos a serem utilizados em plantios comerciais.

“Além disso, outros genes de interesse podem ser identificados, facilitando a seleção das melhores plantas na fase de viveiro e adiantando muitos anos de pesquisa no programa de melhoramento genético e melhoramento genético, com resultados muito mais seguros e rápidos”, exemplificou Lúcia Wadt, pesquisadora da Embrapa Rondônia.

Outro ponto interessante é que a seleção natural à medida que as castanheiras se adaptam a cada ambiente deixa vestígios no genoma da planta; por isso o estudo desses vestígios é importante tanto para a conservação das espécies nas florestas quanto para a seleção de árvores em programas de melhoramento para aumentar a produção de frutos.

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