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Risco de desmatamento na Amazônia este ano pode chegar a 15.391 km²

Risco de desmatamento na Amazônia este ano pode chegar a 15.391 km²
Risco de desmatamento na Amazônia este ano pode chegar a 15.391 km²

A região amazônica pode ter neste ano de 2022 a maior área de floresta derrubada dos últimos 16 anos, que podem chegar a 15.391 km², se medidas mais efetivas para combater o desmatamento não forem adotados
As estimativas são da plataforma de inteligência artificial PrevisIA destacando que essa é uma área quase três vezes maior do que o Distrito Federal.

Conforme a PrevisIA, o maior desafio está no estado do Pará, que tem a maior área sob risco: 6.288 km², o que corresponde a 41% de todo o território ameaçado na Amazônia. Em seguida estão Amazonas (17%), Mato Grosso (15%), Rondônia (11%) e Acre (9%).

A PrevisIA mostra que 725 terras indígenas, unidades de conservação e quilombos estão sob risco de desmatamento, o que representa 90% do total, que é de 803 territórios. Desse total, 24% das áreas estão sob risco alto ou muito alto de derrubada da floresta.

Já na análise por categoria, as unidades de conservação têm o maior percentual de territórios sob risco alto ou muito alto de desmatamento, que é de 37%. Em seguida estão as terras indígenas, com 19%, e os territórios quilombolas, com 8%. São essas áreas sob maior risco que deveriam ser priorizadas nas medidas de proteção.
 
“Os estados do Amazonas, Acre e Rondônia estão em uma região chamada de ‘Amacro’, onde há uma intensificação da fronteira do agronegócio. Isso fez com que esses estados tivessem um grande aumento no desmatamento de 2020 para 2021, principalmente o Amazonas”, explica o pesquisador responsável pela plataforma, Carlos Souza Jr., do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que divulgou o estudo.

Com base no chamado “calendário do desmatamento”, o cálculo avalia o período de chuvas na Amazônia, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte.

De acordo com a ferramenta, esses mais de 15 mil km² podem ser atingidos entre agosto de 2021 e julho de 2022. Caso se concretize, o desmatamento será o maior desde 2006 segundo a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Esse índice será 16% superior do que a devastação registrada pelo órgão no calendário anterior, de agosto de 2020 a julho de 2021, que foi de 13.235 km², destaca o levantamento.

Essa comparação é possível porque a PrevisIA usa a série histórica de desmatamento do Inpe (Prodes) como uma das variáveis do modelo de risco.

De agosto de 2021 a janeiro de 2022, segundo o monitoramento mensal do Imazon, 4.514 km² foram destruídos, o que corresponde a 29% do desmatamento previsto na PrevisIA até julho deste ano. Ou seja: ainda é possível evitar que os outros 10.887 km² com risco de desmatamento apontado na plataforma sejam destruídos, 71% do total.

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