A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fez questão de contar aos ex-seringueiros e seus dependentes a aprovação da PEC 61/2013, mais conhecida como "PEC do Soldado Borracha", e ouvir suas demandas.
Mais de trinta ex-seringueiros e familiares participaram da conversa, que aconteceu sexta, 25, na sede do PCdoB Amazonas (rua Luiz Antony, Centro de Manaus).
Na ocasião, foi também formada uma comissão para levar possíveis interessados ao ato de promulgação da PEC no Congresso Nacional e houve informes de quem irá receber e quem poderá receber os benefícios.
A indenização de R$ 25 mil para o ex-seringueiros que chegaram à Amazônia na década de 40 e a pensão vitalícia de dois salários mínimos começarão a ser pagas a todos que estão vivos e aos dependentes daqueles que já morreram.
"Todos nós da Amazônia direta ou indiretamente temos relação com o trabalho dos seringueiros", disse a senadora Vanessa.
Os soldados da borracha, a maioria nordestinos ou filhos de nordestinos, chegaram à Amazônia convocados pelo governo federal num esforço de guerra a fim de abastecer a indústria bélica norte-americana contra os nazistas. Cerca de 20 mil perderam a vida na floresta, a maioria vítima de doenças tropicais e ataques de animais silvestres. Atualmente, pouco mais de seis mil deles estão vivos, espalhados entre Amazonas, Pará, Acre e Rondônia, e têm média de idade entre 80 e 90 anos.
Os trabalhadores saudaram a PEC com entusiamo. "Foi a maior satisfação que nós tivemos. Todos nós esperávamos realizar esse sonho. Muitos desistiram. Muitos não acreditaram. Mas chegou a hora de agradecer a Deus e a todas as autoridades que estão lutando por essa conquista", diz Pedro da Silva, 86, que começou o trabalho como seringueiro em 1939, aos 14 anos, em Carauari, no rio Juruá, e prosseguiu com ele até a vida adulta. Com o benefício que vai receber, ele pretende continuar reformando a sua casa. "Eu moro sozinho. Todos os meus filhos cada qual são donos da sua pessoa. Agora eu dou graças a Deus porque vou terminar a obra".

