O prefeito Artur Virgílio Neto anunciou, nesta segunda-feira, 11, o corte de pelo menos 20% nos gastos da Prefeitura de Manaus e a adesão ao sistema de e-compras. Segundo Artur, a medida foi tomada para equilibrar as despesas e sanar dívidas de infraestrutura do município que deveriam ter sido pagas com recursos prometidos pelo governo federal, mas que até agora não foram repassados.

O prefeito explicou que, agora, caberá a cada secretário municipal avaliar e refazer as tabelas de custos de suas respectivas pastas para que possam diminuir em pelo menos 20% os gastos nos contratos de compras de materiais, como copos descartáveis, canetas, papéis e alugueis de automóveis. A meta é de que por mês sejam economizados de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões, o que renderá economicamente aos cofres da prefeitura cerca de R$ 200 milhões até o final do ano.
“O objetivo é termos o menor gasto de custeio possível para nós termos a maior taxa de investimento possível também. A presidente Dilma prometeu, em falso, muita coisa. Fizemos investimentos em infraestrutura na esperança de pagarmos com os R$ 125 milhões que nos havia sido prometido, mas isso não aconteceu. Para compensar isso, nós estamos tomando medidas de cortes de gastos muito duras por duas razões prioritárias: mantermos nossa capacidade de adimplência e também para que possamos continuar investindo na infraestrutura durante o verão”, destacou Artur.


O prefeito também anunciou a adesão da prefeitura ao sistema de e-compras. A iniciativa vai possibilitar às secretarias que consultem conjuntamente a lista de diversos materiais de fornecedores diferentes e, assim, comprem os mesmos produtos pelo mesmo preço e mais barato.
“A saúde e a educação têm seus recursos garantidos pela Constituição, mas as demais secretarias estão à míngua. Cabe a nós equilibrarmos nosso contingenciamento para a garantia de mais investimentos à cidade, sem o apoio do Governo Federal. A presidente desmente sua própria palavra e coloca o fato eleitoral acima da honradez de sua palavra. Tenho a impressão de que ela vai perceber rapidamente que eu não perco o controle do meu governo em nenhum aspecto e temo que ela tenha perdido o controle do Brasil”, disparou.
O secretário municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef), Ulisses Tapajós, disse que a prefeitura deve economizar com a medida cerca de R$ 200 milhões até o final do ano. Ele destacou que será um enorme desafio, mas garantiu que toda a prefeitura está empenhada no processo.
“Temos que tirar mais com menos e inovar os sistemas de compras. Esse esforço vai prover os recursos necessários para os investimentos que vão revitalizar a nossa cidade. Queremos ver novas vias, novos bairros, dentre tantos outros serviços realizados”.

