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Acusados pela morte de Débora e bebê de 8 meses se dirigem à família e pedem desculpas no júri

Acusados pela morte de Débora e bebê de 8 meses se dirigem à família e pedem desculpas no júri
Foto: Reprodução

Manaus/AM - O julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, conhecido como “Neguinho”, acusados pela morte da jovem Débora da Silva Alves, de 18 anos, entrou em sua fase decisiva neste fim de semana no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Após dias de depoimentos e apresentação de provas, os dois réus foram interrogados perante o Tribunal do Júri e pediram perdão aos familiares da vítima durante a sessão.

No depoimento, José Nilson manteve a versão apresentada anteriormente à polícia e afirmou que participou apenas da ocultação do cadáver. Emocionado, ele se dirigiu aos pais de Débora e declarou arrependimento. “Eu só acendi o isqueiro e ajudei a esconder o corpo, mas não a matei. Eu nem sabia que era ela”, afirmou o acusado, antes de chorar diante dos presentes no plenário.

Acusados de matar Débora Alves e bebê de 8 meses vão a júri popular hoje em Manaus
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Já Gil Romero negou ter assassinado a jovem grávida e alegou que apenas ajudou a ocultar o corpo após o crime. Segundo ele, o responsável pela morte seria outra pessoa, hipótese que contraria as investigações conduzidas pela Polícia Civil. Ao falar aos familiares da vítima, Romero também pediu perdão e afirmou que, caso fosse confirmado que era o pai da criança que Débora esperava, teria assumido a criação do bebê.

O caso teve grande repercussão no Amazonas após o desaparecimento de Débora, em julho de 2023. A jovem saiu de casa para encontrar Gil Romero, apontado pelas investigações como pai da criança que ela gestava, e foi encontrada morta cinco dias depois em uma área de mata próxima à Usina Termelétrica Mauá 2, na zona leste de Manaus. A polícia concluiu que ela foi torturada, assassinada e teve o corpo queimado.

Gil Romero e José Nilson respondem por crimes como duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver. O julgamento foi marcado por depoimentos de testemunhas, policiais e detentos que acompanharam parte da investigação. A expectativa é de que a sentença seja anunciada após a conclusão dos debates entre acusação e defesa.

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