Manaus/AM - O Laboratório de Fronteira (Lafron) em Tabatinga, interior do Amazonas, iniciou a realização de sequenciamento genético dos vírus respiratórios e arboviroses (dengue, zika e chikungunya).
A unidade, que está ligada ao Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen-AM), fortalece a área de biologia molecular na região do Alto Solimões e tem a capacidade de realizar até 2,5 mil exames de diagnóstico, por demanda livre, das unidades de saúde dos municípios vizinhos.
Com a realização do sequenciamento genético no Lafron, será possível determinar quais variantes dos vírus circulam na região, como o novo coronavírus (SARS-CoV-2), dengue, zika e chikungunya.
Atendimento
O Lafron não atende a população de maneira direta. Os exames são disponibilizados para a população através das unidades de saúde de baixa e média complexidade na região. Isso significa que os exames precisam ser coletados nos hospitais, unidades básicas ou clínicas e encaminhados para processamento no Lafron.
O laboratório atende às demandas dos municípios localizados na região do Alto Solimões e também dos países da tríplice fronteira - Colômbia e Peru. A maior parte da demanda de atendimento é procedente dos municípios brasileiros de Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte. Em seguida, da cidade colombiana de Letícia, localizada na fronteira com o Amazonas, e também de Santa Rosa, comunidade peruana.
Outros municípios beneficiados com os serviços prestados pelo Lafron são: São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Fonte Boa, Amaturá e Jutaí, também localizados na região do Alto Solimões.

