O amazonense Elgo Jobel Fernandes Guerreiro, ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), voltou a Manaus em junho de 2001 transferido da Penitenciária Central do Paraná para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim, onde começou a cumprir pena por assaltos no Nordeste do país. Hoje cumprindo pena no regime semi-aberto, ele é um microempresário, dono da Bio Essências da Amazônia.
Mas foi no Compaj que Elgo Jobel se tornou testemunha da maior chacina do sistema prisional do estado. Dia 25 de maio de 2002, quando os chamados “Xerifes” do Complexo, Gelson Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz, o “Goma” e Francisco Álvaro, o “Bicho do Mato” comandaram a execução de 11 detentos e um agente penitenciário, mortos a tiros, golpes de faca e pauladas.
Jobel, que cumpria pena no regime fechado, foi quem conseguiu negociar com os detentos e por fim a matança dentro do Complexo. Sua intervenção custou sua transferência para um dos quartéis da Polícia Militar, uma vez que ele virou rival dos “Xerifes” e passou a ser ameaçado de morte.
No começo deste mês, dia 8, 10 anos depois da chacina, sentaram no banco dos réus do 2º Tribunal do Júri os acusados de comandarem a matança. E lá estava Elgo Jobel, a principal e única testemunha a depor no julgamento presidido pelo juiz Eliezer Fernandes Júnior, que leu a sentença de Gelson Carnaúba, condenado a 120 anos de reclusão, Marcos Paulo da Cruz, a 132 anos, e Francisco Álvaro, 120 anos.
No julgamento, Jobel disse frente a frente com os condenados que eles comandaram a chacina do Compaj. Também afirmou que o diretor do Compaj, a época Antônio Chicre Neto, hoje delegado geral adjunto da Polícia Civil, tinha conhecimento da entrada de drogas, armas e que até sabia da realização de festas dentro do presídio.
Jobel na CPI em Pernambuco
Mas essa não foi a primeira vez que Elgo Jobel prestou depoimento em casos polêmicos. Em maio de 2000, em Recife, ele foi uma das principais testemunhas ouvidas pelos deputados estaduais de Pernambuco na Comissão Parlamentar de Inquérito do Narcotráfico e da Pistolagem.
Jobel forneceu vários detalhes sobre o esquema de assalto de carros, bancos e carros fortes na Mata Sul, e sobre a compra de fugas.
Elgo voltou a acusar o deputado estadual a época Eudo Magalhães (PFL); o ex-prefeito de Agrestina, Cláudio Damasceno e o filho, Felipo Damasceno, o delegado César Urach e os policiais civis Menezes e Giovane, além do superintendente do Sistema Penitenciário, coronel Severiano.
Jobel fez acusações contra o secretário-adjunto de Defesa Social, Newson Motta; o delegado especial Gilvan Cavalcanti e o diretor executivo do Aníbal Bruno.
O presidiário confessou que participava de uma quadrilha integrada por policiais militares que fazia a segurança de Cláudio Damasceno, entre outros integrantes do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.
Segundo Jobel, em certa ocasião, o soldado Monteiro, que fazia parte de sua quadrilha, o apresentou ao dono de uma clínica de ortopedia de Palmares – chamado Ronaldo –, que o informou sobre a existência de um empresário da região que queria se eleger deputado estadual e que estava precisando de carros para a campanha.
Segundo o presidiário, o empresário era o deputado Eudo Magalhães. “Num encontro, em um restaurante, em 1997, acertei, com o próprio Eudo, a entrega de seis caminhonetes D-20 roubadas pelo valor de R$ 2 mil cada uma. Entreguei os carros e recebi o dinheiro”, disse.
A quadrilha de Jobel praticou diversos roubos a bancos e carros fortes no Estado. Ele afirmou que tudo era decidido na fazenda de Cláudio Damasceno, onde, assegurou, recebiam as armas e dividiam o fruto do roubo.
O filho do ex-prefeito “fazia parte dos acertos e indicava os locais a serem roubados”.
Jobel voltou a mencionar o nome do deputado quando denunciou a compra de sua fuga da Delegacia de Roubos e Furtos, em janeiro de 1998. De acordo com o presidiário, após ser preso, “os agentes Menezes e Giovane, e o advogado Roberto Góis cobraram R$ 30 mil para liberá-lo, com o conhecimento do delegado César Urach”. Na ocasião, a quadrilha de Jobel enviou R$ 15 mil e “Eudo mais R$ 15 mil”.
Mas foi no Compaj que Elgo Jobel se tornou testemunha da maior chacina do sistema prisional do estado. Dia 25 de maio de 2002, quando os chamados “Xerifes” do Complexo, Gelson Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz, o “Goma” e Francisco Álvaro, o “Bicho do Mato” comandaram a execução de 11 detentos e um agente penitenciário, mortos a tiros, golpes de faca e pauladas.
Jobel, que cumpria pena no regime fechado, foi quem conseguiu negociar com os detentos e por fim a matança dentro do Complexo. Sua intervenção custou sua transferência para um dos quartéis da Polícia Militar, uma vez que ele virou rival dos “Xerifes” e passou a ser ameaçado de morte.
No começo deste mês, dia 8, 10 anos depois da chacina, sentaram no banco dos réus do 2º Tribunal do Júri os acusados de comandarem a matança. E lá estava Elgo Jobel, a principal e única testemunha a depor no julgamento presidido pelo juiz Eliezer Fernandes Júnior, que leu a sentença de Gelson Carnaúba, condenado a 120 anos de reclusão, Marcos Paulo da Cruz, a 132 anos, e Francisco Álvaro, 120 anos.
No julgamento, Jobel disse frente a frente com os condenados que eles comandaram a chacina do Compaj. Também afirmou que o diretor do Compaj, a época Antônio Chicre Neto, hoje delegado geral adjunto da Polícia Civil, tinha conhecimento da entrada de drogas, armas e que até sabia da realização de festas dentro do presídio.
Jobel na CPI em Pernambuco
Mas essa não foi a primeira vez que Elgo Jobel prestou depoimento em casos polêmicos. Em maio de 2000, em Recife, ele foi uma das principais testemunhas ouvidas pelos deputados estaduais de Pernambuco na Comissão Parlamentar de Inquérito do Narcotráfico e da Pistolagem.
Jobel forneceu vários detalhes sobre o esquema de assalto de carros, bancos e carros fortes na Mata Sul, e sobre a compra de fugas.
Elgo voltou a acusar o deputado estadual a época Eudo Magalhães (PFL); o ex-prefeito de Agrestina, Cláudio Damasceno e o filho, Felipo Damasceno, o delegado César Urach e os policiais civis Menezes e Giovane, além do superintendente do Sistema Penitenciário, coronel Severiano.
Jobel fez acusações contra o secretário-adjunto de Defesa Social, Newson Motta; o delegado especial Gilvan Cavalcanti e o diretor executivo do Aníbal Bruno.
O presidiário confessou que participava de uma quadrilha integrada por policiais militares que fazia a segurança de Cláudio Damasceno, entre outros integrantes do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.
Segundo Jobel, em certa ocasião, o soldado Monteiro, que fazia parte de sua quadrilha, o apresentou ao dono de uma clínica de ortopedia de Palmares – chamado Ronaldo –, que o informou sobre a existência de um empresário da região que queria se eleger deputado estadual e que estava precisando de carros para a campanha.
Segundo o presidiário, o empresário era o deputado Eudo Magalhães. “Num encontro, em um restaurante, em 1997, acertei, com o próprio Eudo, a entrega de seis caminhonetes D-20 roubadas pelo valor de R$ 2 mil cada uma. Entreguei os carros e recebi o dinheiro”, disse.
A quadrilha de Jobel praticou diversos roubos a bancos e carros fortes no Estado. Ele afirmou que tudo era decidido na fazenda de Cláudio Damasceno, onde, assegurou, recebiam as armas e dividiam o fruto do roubo.
O filho do ex-prefeito “fazia parte dos acertos e indicava os locais a serem roubados”.
Jobel voltou a mencionar o nome do deputado quando denunciou a compra de sua fuga da Delegacia de Roubos e Furtos, em janeiro de 1998. De acordo com o presidiário, após ser preso, “os agentes Menezes e Giovane, e o advogado Roberto Góis cobraram R$ 30 mil para liberá-lo, com o conhecimento do delegado César Urach”. Na ocasião, a quadrilha de Jobel enviou R$ 15 mil e “Eudo mais R$ 15 mil”.
