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Relatório de Eduardo Braga garante suspensão de reajustes de remédios

Relatório de Eduardo Braga garante suspensão de reajustes de remédios
Relatório de Eduardo Braga garante suspensão de reajustes de remédios

Manaus/AM - O senador Eduardo Braga teve relatório favorável o PL 939/21 que suspende o reajuste dos preços dos medicamentos durante a pandemia da Covid-19. O texto foi aprovado por 58 votos a 6, nesta quinta-feira (13), no Senado Federal. 

 “O salário do nosso trabalhador continua praticamente sem nenhum reajuste e nós estamos com mais de 15 milhões de desempregados, vivendo uma pandemia. E nenhuma indústria e nenhum setor ganhou mais dinheiro, durante a pandemia, do que o setor de saúde e fármaco”, disse o senador Eduardo.

O líder fez questão de esclarecer que a medida não representa congelamento de preços ou intervenção no mercado, uma vez que ela afeta apenas a regra de teto regulamentada pela tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele também ressaltou que o setor privado consegue comprar os remédios com boa percentagem de desconto e que o grande impacto dos reajustes recai sobre a rede pública de saúde.  

“Esse teto de referência não é o preço pelo qual os hospitais particulares, privados do Brasil compram o medicamento. Essa referência de teto de preço impacta diretamente o custo do SUS, impacta diretamente todos aqueles que são pagos com dinheiro público e aqueles que não têm poder aquisitivo nem poder para negociar diretamente com os laboratórios”, argumentou. 

O reajuste anual de 2021 foi concedido pela CMED no fim de março, mas o projeto contém dispositivo para tornar inválidos os aumentos deste ano que ocorreram antes de sua promulgação. No entanto, essa medida não dá direito a ressarcimento de valores já pagos, conforme explicou o senador pelo Amazonas. 

Planos de saúde

No ano passado, o governo federal chegou a suspender por 60 dias o reajuste dos medicamentos por meio de uma medida provisória, mas a MP acabou perdendo a validade sem ser votada pelo Congresso , por conta do “poder absurdo do lobby” do setor farmacêutico, na avaliação de Eduardo Braga.

O parlamentar rejeitou emendas que suspendiam também os reajustes de planos de saúde em 2021. Ele próprio foi autor de projeto de lei, no ano passado, suspendendo o reajuste dos remédios e dos planos de saúde. Aprovada no Senado, a proposta acabou não caminhando  na Câmara. Ele quis evitar que a mudança criasse mais resistências ao PL 939/21. 

“Com relação aos insumos importados (para combate à covid-19), com este teto Cmed não há falta de abastecimento por condições de preço. Não, em absoluto. O que está acontecendo é uma demanda superaquecida em todo o mundo. E aí vêm aqueles que querem se aproveitar e cobrar um medicamento num preço mais caro, até mesmo exorbitante, em função do desespero do enfrentamento da pandemia e obviamente das outras doenças que ficam, neste momento, num segundo plano, em função da prioridade da pandemia”, alertou o senador Eduardo. 
O projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados. 

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