A ONG Greenpeace flagrou queimadas criminosas destruindo extensas áreas da Floresta Amazônica na região Sul do Amazonas. Conhecida pela presença de grileiros e madeireiros ilegais, a região do distrito de Santo Antônio de Matupi, em Manicoré, que pertence à União e deveria ser preservada, está completamente coberta de fogo e fumaça.
Uma área da floresta entre os municípios de Humaitá e Tapauá também vem queimando direto há uma semana, ao lado da terra indígena Juma, que está a apenas 500 metros de distância da área devastada pelo fogo.
Os criminosos aguardam a época de maior calor para agir nas queimadas, que não têm horário para acontecer. “Eles esperam justamente o verão amazônico. Clima mais quente, Clima mais seco para poder colocar o fogo nessas regiões", afirmou o porta-voz do Greenpeace, Rômulo Batista, à Rede Amazônica.
Segundo o IBAMA, o órgão aumentou em 17.5% o número de brigadistas para combater os incêndios, e desde o começo do ano vem intensificando o combate às ações criminosas na Amazônia.
Agravamento pelo clima --- Nos sete primeiros meses do ano, o desmatamento caiu em 43% na Floresta Amazônica. Apesar da queda, os crimes continuam acontecendo e ambientalistas vêm intensificando o monitoramento da Amazônia diante da chegada da temporada de incêndios, levando em conta os anos de destruição acumulada somados à chegada do verão amazônico e o El Niño, fenômeno que causa grandes alterações no clima e pode agravar as condições de incêndio, principalmente a partir de outubro.
Ranking de desmatamento --- A região Sul do Amazonas chama atenção por ter quatro cidades no ranking das 10 com maior área sob alertas de desmatamento do bioma em 2023, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Cúpula da Amazônia --- O presidente Luís Inácio Lula da Silva se reúne na próxima semana, em Belém do Pará, com líderes de outros países amazônicos para uma cúpula que é um dos mais importantes encontros de chefes de Estado de países amazônicos, e vai discutir formas de proteger a floresta amazônica. O Greenpeace também leva essas questões ao evento que antecede a cúpula, o Diálogos Amazônicos.

