O promotor Ronaldo Andrade, denunciado pelo procurador geral de Justiça, Francisco Cruz, por falsidade ideológica e fraude processual, tentou trancar a ação interposta pelo Ministério Público no Tribunal de Justiça do Amazonas, mas não obteve êxito.
Os desembargadores seguiram a relatora da matéria, a desembargadora Carla Maria dos Santos Reis, conhecendo o habeas corpus, mas denegando a ordem.
Ronaldo Andrade foi denunciado depois que o Conselho Superior do Ministério Público avaliou sua conduta na “Operação Cachoeira Limpa”, desencadeada pela Polícia Civil, em Presidente Figueiredo, para combater a pedofilia, mas que resultou na morte de Fernando Araújo Pontes, o “Ferrugem”, acusado de comandar uma rede de prostituição no município. Pontes foi morto a tiros por policiais do Grupo Fera.
O promotor acompanhava a operação e gravou um vídeo, que no entendimento da polícia e do Ministério Públcio acabou incriminando os policiais e a ele próprio.
Policiais indiciados e presos
A morte de “Ferrugem” acabou gerando uma polêmica e o Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública instaurou procedimento presidido pelo delegado Alberto Ramirez, que apontou em seu relatório final que os policiais civis Melquezedeque Sarah de Oliveira Galvão e Natan Oliveira de Andrade foram os responsáveis pelos disparos que mataram Fernando Pontes, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa da vítima. Ele ainda concluiu que Emetério Pirangi e Lucas Mendes foram indiciados pelos crimes de falsidade ideológica e porte ilegal de arma.
Com o relatório nas mãos o promotor de Justiça Leonardo Abindader, de Presidente Figueiredo, pediu a prisão de Melquezedeque e Natan Oliveira, que decretada pela juíza Karen de Oliveira. Em agosto e os policiais acabaram presos, mas conseguiram habbeas corpus com o desembargador Domingos Chalub para responder o processo em liberdade. Em janeiro, o habbeas corpus foi derrubado e eles retornaram ao presídio.
