Manaus/AM - Nesta terça-feira (27), uma força-tarefa percorreu a Comunidade São Francisco do Caribi, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã (distante 400 km de Manaus), para realizar a imunização de 100% da população acima de 18 anos.
A ação é resultado de uma iniciativa articulada entre FAS, por meio da Aliança Covid-Amazônia, junto à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), às secretarias de Estado da Saúde (SES-AM) e do Meio Ambiente do Amazonas (Sema), além das Prefeituras Municipais de Itapiranga, de São Sebastião do Uatumã, Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) e Consórcio Interestadual da Amazônia.
O projeto-piloto, pioneiro no Brasil, visa a adoção de um novo modelo de vacinação, que melhor se adeque à realidade do interior do Amazonas. Invés da vacina por faixa etária ou grupos de risco, como ocorre na capital, o projeto-piloto irá vacinar 100% das pessoas elegíveis em todas as comunidades da RDS.
Neste primeiro momento, foram destinadas 900 doses da vacina AstraZeneca para vacinar, com a primeira dose, os moradores da comunidade com idade entre 18 e 59 anos, com e sem comorbidades.
Caso o projeto-piloto realizado nesta terça se mostre eficaz, outras 22 comunidades ribeirinhas, espalhadas pelo Amazonas, serão contempladas com o novo sistema de vacinação. Além da vacina contra a Covid-19, o Governo do Amazonas também aproveitará a força-tarefa para ampliar o calendário vacinal entre os residentes da Unidade de Conservação.
De acordo com Ângela Desiré, representante da FVS na ação, a medida busca acelerar o ritmo da vacinação no estado, que se reduziu nos últimos dias justamente pelas dificuldades no acesso a essas localidades.
O projeto – No início de abril de 2021, um documento elaborado pelo Comitê Orientador do Projeto SUS na Floresta, executado pela FAS, reuniu recomendações a diferentes órgãos, propondo aos Programas Estaduais de Imunização na Amazônia e ao Programa Nacional de Imunização a cobertura vacinal das comunidades ribeirinhas por recortes territoriais.


