Produção industrial no Amazonas apresenta queda pelo oitavo mês consecutivo

Por Portal do Holanda

09/03/2016 13h15 — em Economia

 

A situação da Produção Industrial no Amazonas não está nada boa. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade registou queda pelo oitavo mês consecutivo, na passagem de dezembro para janeiro deste ano. Se comparado a janeiro de 2015, a atividade despencou 30,9% - valor que representa mais que o dobro da média nacional. Esta é 22ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica, segundo a pesquisa divulgada na manhã de hoje, IBGE.

“Mesmo na comparação com os meses de 2015 que estavam em crise, o desempenho da indústria no Amazonas permaneceu em queda no mês de janeiro deste ano”, ressaltou o disseminador de informação do IBGE/AM, Adjalma Nogueira Jaques.

No indicador, acumulado de janeiro de 2015 até janeiro deste ano, mostrou também uma redução de 30,9% e intensificou o ritmo de queda frente ao observado no primeiro trimestre de 2015 (-16,7%). E comparando com o último trimestre do ano passado, a situação se agrava com a manutenção dos indicadores negativos (-23,15%).

O acumulado nos últimos 12 meses revelou que, ao passar de -16,8% em dezembro de 2015 para -18,4% em janeiro de 2016, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,4%).

“Toda a nossa produção é voltada para o abastecimento do mercado interno e havendo essa retração na economia, com inflação e desemprego em alta e investimento zero, o consumidor fica retraído de comprar alguma coisa, agravando ainda mais essa situação”, disse o vice-presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, acrescentando que a tendência é que nos próximos meses a queda seja mantida e até acentuada.

Nove das dez atividades pesquisadas assinalaram queda na produção. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-50,7%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes) e receptor de codificador de sinais de vídeo codificados.

Outros recuos se mostraram nos setores de bebidas (-29,6%), de equipamentos de transporte (-39,4%), de máquinas e equipamentos (-80,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-34,6%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-44,1%). Por outro lado, o único impacto positivo veio do ramo de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,2%), impulsionados, especialmente, pela maior produção de gasolina automotiva e óleo diesel.

Nacional

No País, oito dos 14 locais pesquisados, tiveram avanços mais intensos registrados em Santa Catarina (3,7%) e Pará (3,3%). Com esses resultados, o primeiro local eliminou parte do recuo de 4,6% observado no mês anterior; e o segundo voltando a crescer após mostrar queda de 1,5% em dezembro do ano passado.

Bahia (2,6%), Rio Grande do Sul (2,5%), Ceará (2,4%), Paraná (2,2%), Região Nordeste (1,5%) e São Paulo (1,1%) também apontaram avanços mais elevados do que a média nacional (0,4%). Por outro lado, Pernambuco, Amazonas e Espírito Santo, todos com recuo de 2,1%, mostraram as reduções mais intensas nesse mês. Pernambuco teve o segundo resultado negativo consecutivo e acumulando decréscimo de 17,4%. Já o Amazonas completou o oitavo mês seguido de queda na produção com recuo de 23,1% nesse período, e por último, o Espírito Santo registrou 20,1% de perda desde outubro do ano passado. Rio de Janeiro (-1,5%), Goiás (-1,0%) e Minas Gerais (-1,0%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em janeiro de 2016.


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