Manaus/AM - Em São Gabriel da Cachoeira, outro importante capítulo da história da Universidade Federal do Amazonas foi escrito neste último sábado (20), quando 42 indígenas, da etnia yanomami, receberam o diploma de graduação do curso em Licenciatura Indígena: Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável, numa cerimônia realizada no próprio território, aos pés do Pico da Neblina, o ponto mais elevado do Brasil.
O fato é histórico. A partir de agora, os yanomami fazem parte do grupo de etnias que acessam a educação de nível superior de qualidade e diferenciada, ofertada pela Ufam. Além deles, os baniwa, os tukano e os de língua yêgatu, também concluíram o curso nos meses de julho e agosto e tiveram suas cerimônias de outorga de grau igualmente em terra indígena.
Atualmente, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população yanomami soma 38.000 pessoas, organizadas em um número superior a 200 aldeias dentro de uma área de 9.6 milhões de hectares que avança pela Amazônia Legal.

