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Presos pela PF são apenas "olheiros". Traficantes escaparam

Após o confronto de quarta-feira entre narcotraficantes peruanos e policiais federais, que resultou na morte dos agentes Mauro Lobo e Leonardo Matsunaga Yamaguti, a Superintendência da PF montou uma operação de guerra para prender os suspeitos. Cerca de 80 homens, entre policiais federais, civis, militares e da Força Nacional, além de agentes das forças policiais do Peru e da Colômbia, participam da ação que tomou conta do alto Solimões, mas o resultado até a agora foi à prisão de Gérson Hilário, acusado de estar com os peruanos que dispararam contra os federais, e João Batista dos Santos e seu filho, Délio Nogueira dos Santos, que seriam “olheiros” do bando. Os fuzis Galil 556, usados na troca de tiros e os 300 quilos de droga que estariam na lancha de onde partiram os disparos contra os federais, ainda não foram apreendidos.

Nesta sexta-feira, 48 horas depois do ocorrido, ribeirinhos recrutados para atuarem na ação localizaram ,escondido nas matas da região, Gerson Hilário da Silva. Eles também identificaram João Batista dos Santos, 58 anos, e seu filho, Délio Nogueira dos Santos, como os homens responsáveis pela logística do bando.

Mas apesar da prisão de Gerson, João e Délio, os federais ainda não conseguiram chegar aos peruanos que trabalham, segundo versões dos caboclos presos, para um traficante identificado apenas como “Caçula”, que estariam munidos com fuzis Galil. Eles  teriam fugido com a droga que estava na embarcação, também não localizada.

Uma fonte do Blog do Holanda disse que mesmo contando com ajuda de ribeirinhos é pouco  provável   que os policiais cheguem aos narcotraficantes.

De acordo com essa fonte, que pediu sigilo, o tiroteio entre federais e traficantes ocorreu por volta de 01 hora da madrugada de quarta-feira, mas somente no amanhecer a superintendência em Manaus foi avisada do fato e a operação de caça aos acusados foi montada já por volta de 09 horas, ou seja: os peruanos   adentraram na mata ou fugiram  em voadeira, com a droga e as armas.

Mortos de fome

Na coletiva de quarta-feira do superintendente da PF, delegado Sérgio Fontes, ele disse que os traficantes que reagiram a abordagem dos federais na madrugada de quarta-feira, não eram  simples “mulas” (pessoas pagas por traficantes para transportar droga).

Mas hoje, pai e filho, presos como “olheiros” ou “batedores” dos traficantes, responsáveis de avisar os bandidos caso vissem a polícia, mais pareciam dois pobres coitados mortos de fome que fazem de tudo para ganhar um trocado do que soldados do tráfico acostumados a manusear fuzis AK47 ou Galil 556.

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