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Prefeitura vai inaugurar mais dois CAPS neste semestre

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A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai inaugurar, ainda este semestre, dois novos Centros de Atenção Psicossocial: um na zona Sul e outro na zona Centro-Oeste.

Atualmente, os CAPS realizam o atendimento de transtornos graves e moderados em dois locais. Um deles é na Avenida Borba, Cachoeirinha, zona Sul,  que recebe casos identificados em adultos com história de internação psiquiátrica, psicoses, esquizofrenia e outros sofrimentos psíquicos graves e crônicos, como depressão grave, ansiedade crônica, transtorno bipolar e de humor.  O segundo funciona no Conjunto Acariquara, no Coroado, zona Leste, e atende a crianças e adolescentes com autismo, esquizofrenia, depressão, déficit de atenção ou hiperatividade.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, os CAPSs são instituições destinadas a acolher pessoas com sofrimento psíquico intenso, estimulando sua integração social e familiar e apoiando-os em suas iniciativas de busca da autonomia. “Sua característica principal é buscar integrá-los a um ambiente social e cultural concreto, onde se desenvolve a vida cotidiana de usuários e familiares. Com o objetivo de promover a reinserção psicossocial e a autonomia dos portadores de transtornos mentais severos e persistentes, o CAPS constitui a principal estratégia da reforma psiquiátrica, que prevê o fim dos manicômios”, disse.

As atividades terapêuticas nos CAPS são realizadas por uma equipe multidisciplinar e despertam o interesse e a integração dos usuários com os familiares e a comunidade. “O CAPS  vem se mostrando efetivo na substituição do modelo hospitalocêntrico. A utilização dos dispositivos alternativos aos manicômios são fundamentais para esses usuários. O interesse do prefeito Arthur Neto em implementar a política de saúde mental no município garante uma melhor qualidade de vida a esses usuários”, destacou Evandro Melo.

Para ser atendido no CAPS, o usuário pode se dirigir diretamente ao Centro ou ser encaminhado por uma Unidade de Saúde. Em seguida, será acolhido e passará pela triagem com a equipe multiprofissional . Após a avaliação inicial, cada caso será discutido em equipe para, então, ser definido se condiz ou não com o que o CAPS oferece. Em caso afirmativo, o usuário tem um projeto terapêutico individual, que determinará se seus atendimentos serão de forma individual ou grupal. De acordo com o Ministério da Saúde, a assistência prestada ao usuário no CAPS II  contempla atividades de: atendimento individual, atendimento em grupos, oficinas terapêuticas, visitas domiciliares, atendimento às famílias e atividades comunitárias.

 

Equipe Multidisciplinar

 

Todos os Centros de Atenção Psicossociais possuem uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas. Os profissionais foram treinados para o atendimento primário aos pacientes com transtornos variados. Os mais comuns são relacionados à depressão, esquizofrenia e bipolaridade. Atualmente, cada um dos CAPS registra, em média, o atendimento a 1200 pacientes por mês.

 

Novos CAPS

 

Dos dois novos CAPS, que serão entregues pela Prefeitura este semestre, um deles vai atender as demandas do bairro São Francisco, na zona Sul, para receber casos de adultos envolvidos com álcool e drogas. O segundo novo CAPS, no Campos Elíseos, zona Centro-Oeste, vai atender às crianças e adolescentes. Este último reforçando a rede de atendimento a faixa de oito à 17 anos, onde são registrados muitos casos de dependência química.

Além dos dois novos CAPS, duas Unidades de Acolhimento também vão estar prontas para atender a casos onde o paciente precisa ser retirado do convívio familiar. Neste caso, os pacientes vão ser acompanhados por até 90 dias e depois reinseridos na sociedade.

 

Atendimento

 

A Semsa já oferece atendimento para pessoas autistas através do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi), localizado na zona Leste. Mas, além de atender autistas, o CAPSI também é direcionado para  crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes, ou com histórico de uso de álcool e outras drogas.

O CAPSi atende atualmente 700 crianças e adolescentes cadastrados, menores de 18 anos. A maior parte do público atendido é formada por pessoas autistas e pessoas que sofrem com esquizofrenia, depressão, déficit de atenção ou hiperatividade.

O atendimento pelo CAPSi é feito através de demanda espontânea ou de encaminhamento pela rede ampliada de assistência, incluindo os serviços de saúde, de serviço social ou de justiça. O quadro de profissionais inclui médico, assistente social, psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, enfermeiro, educador físico e farmacêutico.

O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas.

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