Prezado Holanda,
Hoje foi publicado duas notas em sua coluna diária a respeito do "Expresso", onde é citado que o Senador Alfredo Nascimento está exultante com a decisão do prefeito Amazonino Mendes de ressuscitar o referido projeto. A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Infraestrutura-Seminf vem por meio deste email apresentar as reais diferenças entre "Expresso" e BRT a fim de que possa ser esclarecido definitivamente tal situação, sem deixar nenhuma dúvida sobre um assunto tão importante para a população manauara. Segue abaixo o texto de esclarecimento.
Cristovão Nonato - assessor
"O novo sistema de transporte proposto para Manaus utilizará a tecnologia BRT. É uma tecnologia que utiliza veículos sobre rodas (ônibus articulados ou bi-articulados), mas se valendo de controle operacional totalmente baseado na estrutura metroviária.
A tecnologia BRT (Bus Rapid Transit) é na atualidade o sistema de transporte público mais difundido em todo o mundo, e o que tem apresentado melhores resultados, tanto em capacidade de transporte quanto em custo de implantação, tendo em vista que a implantação de metrô tem custo extremamente elevado e extrapola qualquer condição econômica e financeira que possa ser suportada pelo município de Manaus.
A cidade de Curitiba tem utilizado este tipo de sistema de transporte há pelo menos 30 anos, que já sofreu diversas modificações e aperfeiçoamentos desde sua inauguração. O sistema de Curitiba é referência para muitas outras cidades em todos os continentes.
Quando o Município de Manaus optou pela implantação do BRT em nossa capital, obviamente buscou informações do que há de melhor em termos de capacidade, conforto, rapidez, etc., e sem dúvida um dos paradigmas foi o sistema de Curitiba.
Em anos passados, a Prefeitura de Manaus implantou um sistema de transporte denominado Expresso, que consistia basicamente na circulação de ônibus em vias segregadas.
A segregação ou a exclusividade de vias é apenas parte do conceito de BRT. No entanto, poderia ter sido uma parte importante para o sistema detransportes público, caso outras premissas tivessem sido levadas em consideração, e ainda, se a execução das vias tivesse ocorrido com os cuidados técnicos requeridos para a implantação das vias, que devem ser dimensionadas para suportar cargas superiores às vias de tráfego misto. O sistema Expresso, ao ser implantado, não cuidou de estabelecer novas rotas para os ônibus alimentadores do sistema, causando enormes problemas para o tráfego de praticamente toda a cidade, mas particularmente na ZonaLeste da cidade, cujo trânsito depende quase que exclusivamente da Avenida Grande Circular. Ao se permitir a circulação de ônibus comuns ao lado da via expressa e ainda tendo de escoar toda uma frota de veículos particulares e de carga, a via tornou-se impraticável em termos de fluidez trânsito, e a desarticulação da segregação da pista ocorreu em pouquíssimo tempo. Da mesma forma o abandono da via segregação e das vias exclusivas foi ocorrendo em sequência em toda a extensão do Expresso.
Diante desta experiência mal sucedida, a Prefeitura de Manaus, buscou referência não no Expresso, e sim em Curitiba e no Transmilênio, sistema da cidade de Bogotá, que permite a utilização de linhas diretas e delinhas paradoras, dando maior flexibilidade e rapidez ao transporte. Emverdade o sistema Expresso serviu como exemplo a ser evitado, isto é, foram discutidos todos os pontos negativos deste sistema e modos mais apropriados para que os erros fossem evitados.
Dentro do projeto do BRT, previu-se a abertura de uma nova via, decirculação exclusiva do BRT, paralelamente à Grande Circular, para não congestionar o já saturado trânsito da via.
Um dos pontos fortes do BRT será a implantação de um Centro de ControleOperacional (CCO), que controlará toda a frota circulante no sistema, regulando as velocidade e os horários de todos os veículos, semáforos inteligentes para dar preferência aos ônibus, e informando aos usuários do sistema, os tempos de espera em cada estação.
A implantação física das vias de circulação do BRT é apenas o início do sistema. A Prefeitura de Manaus deverá contratar até o final deste ano, o projeto de Modelagem Operacional do BRT, que dará as diretrizes para a formulação da futura concessão de operação do sistema. Além disso, elaborará estudos para o dimensionamento e detalhamento de todas as demais linhas de ônibus comuns, visando racionalizar toda a rede de transportes públicos, além de outros projetos, como por exemplo o de semaforização, que serão contratados durante a implantação física do sistema.
Comparativo BRT X Ônibus Expresso de Manaus
O BRT nada mais é uma evolução do corredor de ônibus convencional com a aplicação de alta tecnologia.
Os corredores expressos atuais apresentam uma série de problemas que limitam o conforto e impedem o total aproveitamento da capacidade que os veículos poderiam oferecer, sendo esses problemas tratados de forma adequada no BRT mudando radicalmente o padrão da operação
Alguns desses aspectos são apresentados a seguir, comparando-se o Corredor Expresso com o BRT:
• Embarque e desembarque :
Corredor expresso - O passageiro não sabe onde o seu ônibus vai parar na plataforma, tendo uma única porta para acesso e pagamento no veículo, o que faz que o ônibus fique muito tempo parado na estação causando filas de veículos nos pontos;
BRT- O local de parada é pré determinado, o passageiro recebe informações sobre a chegada do seu ônibus, pode-se acessar o veículo por qualquer porta e não precisa efetuar pagamento no veículo fazendo que a parada seja muito rápida.
• Número de unidades operando no corredor:
Corredor expresso - numero elevado de linhas e sobre oferta de ônibus, fazendo que em certos horários os ônibus andem vazios e sobrecarreguem a via; BRT - poucas linhas com alta freqüência e otimização da oferta em relação aos horários de demanda.
• Tempo de espera e número de passageiros na plataforma:
Corredor Expresso - Como o passageiro tem que utilizar uma linha específica ele fica muito tempo esperando, sobrecarregando a plataforma;
BRT – São linhas tronco de alta freqüência fazendo que o usuário embarque
rapidamente não sobrecarregando as plataformas.
• Velocidade média:
Corredor Expresso – da ordem de 15 km/h
BRT – acima de 25 km/h
• Desempenho dos veículos nos cruzamentos:
Corredor Expresso - Apenas algumas unidades pegam o sinal aberto em cada ciclo sendo que as demais param normalmente ;
BRT – existe uma prioridade para os ônibus quando chegam no cruzamento, dando-se um prolongamento na fase verde para melhorar o desempenho do sistema.
•Capacidade do Sistema:
Corredor Expresso - bastante baixa , com um máximo da ordem de 8000 passag./hora, limitados pela demora nas paradas e falta de ultrapassagem;
BRT – elevada, com potencial para se atingir valores superiores a 35.000 passag./hora;
•Custos operacionais comparativos:
Corredor Expresso – Mais alto que o BRT, destacando-se que devido a velocidade mais baixa é preciso um número maior de ônibus para levar o mesmo número de passageiros;
BRT – melhor que o convencional, pois a frota é menor e consequentemente com número otimizado de funcionários.
•Interferência do transito no corredor:
Corredor Expresso – Elevada pois, quando ocorrem congestionamentos a faixa dos ônibus é invadida; BRT – Praticamente nula pois as faixas serão segregadas e totalmente monitoradas.
•Regularidade da operação: Corredor Expresso – baixa, pois os controles são somente nos pontos finais; BRT – Sempre regular pois o controle é on-line com uma central ajustando as viagens constantemente para garantir a boa operação.
•Segurança nos acessos:
Corredor Expresso – Precária, com travessias para o canteiro central em sua maior parte sem semáforos;
BRT – Alta, com todos acessos às estações assistidos por semáforo ou passarelas.
Secretaria Municipal de
Infraestrutura-Seminf
Hoje foi publicado duas notas em sua coluna diária a respeito do "Expresso", onde é citado que o Senador Alfredo Nascimento está exultante com a decisão do prefeito Amazonino Mendes de ressuscitar o referido projeto. A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Infraestrutura-Seminf vem por meio deste email apresentar as reais diferenças entre "Expresso" e BRT a fim de que possa ser esclarecido definitivamente tal situação, sem deixar nenhuma dúvida sobre um assunto tão importante para a população manauara. Segue abaixo o texto de esclarecimento.
Cristovão Nonato - assessor
"O novo sistema de transporte proposto para Manaus utilizará a tecnologia BRT. É uma tecnologia que utiliza veículos sobre rodas (ônibus articulados ou bi-articulados), mas se valendo de controle operacional totalmente baseado na estrutura metroviária.
A tecnologia BRT (Bus Rapid Transit) é na atualidade o sistema de transporte público mais difundido em todo o mundo, e o que tem apresentado melhores resultados, tanto em capacidade de transporte quanto em custo de implantação, tendo em vista que a implantação de metrô tem custo extremamente elevado e extrapola qualquer condição econômica e financeira que possa ser suportada pelo município de Manaus.
A cidade de Curitiba tem utilizado este tipo de sistema de transporte há pelo menos 30 anos, que já sofreu diversas modificações e aperfeiçoamentos desde sua inauguração. O sistema de Curitiba é referência para muitas outras cidades em todos os continentes.
Quando o Município de Manaus optou pela implantação do BRT em nossa capital, obviamente buscou informações do que há de melhor em termos de capacidade, conforto, rapidez, etc., e sem dúvida um dos paradigmas foi o sistema de Curitiba.
Em anos passados, a Prefeitura de Manaus implantou um sistema de transporte denominado Expresso, que consistia basicamente na circulação de ônibus em vias segregadas.
A segregação ou a exclusividade de vias é apenas parte do conceito de BRT. No entanto, poderia ter sido uma parte importante para o sistema detransportes público, caso outras premissas tivessem sido levadas em consideração, e ainda, se a execução das vias tivesse ocorrido com os cuidados técnicos requeridos para a implantação das vias, que devem ser dimensionadas para suportar cargas superiores às vias de tráfego misto. O sistema Expresso, ao ser implantado, não cuidou de estabelecer novas rotas para os ônibus alimentadores do sistema, causando enormes problemas para o tráfego de praticamente toda a cidade, mas particularmente na ZonaLeste da cidade, cujo trânsito depende quase que exclusivamente da Avenida Grande Circular. Ao se permitir a circulação de ônibus comuns ao lado da via expressa e ainda tendo de escoar toda uma frota de veículos particulares e de carga, a via tornou-se impraticável em termos de fluidez trânsito, e a desarticulação da segregação da pista ocorreu em pouquíssimo tempo. Da mesma forma o abandono da via segregação e das vias exclusivas foi ocorrendo em sequência em toda a extensão do Expresso.
Diante desta experiência mal sucedida, a Prefeitura de Manaus, buscou referência não no Expresso, e sim em Curitiba e no Transmilênio, sistema da cidade de Bogotá, que permite a utilização de linhas diretas e delinhas paradoras, dando maior flexibilidade e rapidez ao transporte. Emverdade o sistema Expresso serviu como exemplo a ser evitado, isto é, foram discutidos todos os pontos negativos deste sistema e modos mais apropriados para que os erros fossem evitados.
Dentro do projeto do BRT, previu-se a abertura de uma nova via, decirculação exclusiva do BRT, paralelamente à Grande Circular, para não congestionar o já saturado trânsito da via.
Um dos pontos fortes do BRT será a implantação de um Centro de ControleOperacional (CCO), que controlará toda a frota circulante no sistema, regulando as velocidade e os horários de todos os veículos, semáforos inteligentes para dar preferência aos ônibus, e informando aos usuários do sistema, os tempos de espera em cada estação.
A implantação física das vias de circulação do BRT é apenas o início do sistema. A Prefeitura de Manaus deverá contratar até o final deste ano, o projeto de Modelagem Operacional do BRT, que dará as diretrizes para a formulação da futura concessão de operação do sistema. Além disso, elaborará estudos para o dimensionamento e detalhamento de todas as demais linhas de ônibus comuns, visando racionalizar toda a rede de transportes públicos, além de outros projetos, como por exemplo o de semaforização, que serão contratados durante a implantação física do sistema.
Comparativo BRT X Ônibus Expresso de Manaus
O BRT nada mais é uma evolução do corredor de ônibus convencional com a aplicação de alta tecnologia.
Os corredores expressos atuais apresentam uma série de problemas que limitam o conforto e impedem o total aproveitamento da capacidade que os veículos poderiam oferecer, sendo esses problemas tratados de forma adequada no BRT mudando radicalmente o padrão da operação
Alguns desses aspectos são apresentados a seguir, comparando-se o Corredor Expresso com o BRT:
• Embarque e desembarque :
Corredor expresso - O passageiro não sabe onde o seu ônibus vai parar na plataforma, tendo uma única porta para acesso e pagamento no veículo, o que faz que o ônibus fique muito tempo parado na estação causando filas de veículos nos pontos;
BRT- O local de parada é pré determinado, o passageiro recebe informações sobre a chegada do seu ônibus, pode-se acessar o veículo por qualquer porta e não precisa efetuar pagamento no veículo fazendo que a parada seja muito rápida.
• Número de unidades operando no corredor:
Corredor expresso - numero elevado de linhas e sobre oferta de ônibus, fazendo que em certos horários os ônibus andem vazios e sobrecarreguem a via; BRT - poucas linhas com alta freqüência e otimização da oferta em relação aos horários de demanda.
• Tempo de espera e número de passageiros na plataforma:
Corredor Expresso - Como o passageiro tem que utilizar uma linha específica ele fica muito tempo esperando, sobrecarregando a plataforma;
BRT – São linhas tronco de alta freqüência fazendo que o usuário embarque
rapidamente não sobrecarregando as plataformas.
• Velocidade média:
Corredor Expresso – da ordem de 15 km/h
BRT – acima de 25 km/h
• Desempenho dos veículos nos cruzamentos:
Corredor Expresso - Apenas algumas unidades pegam o sinal aberto em cada ciclo sendo que as demais param normalmente ;
BRT – existe uma prioridade para os ônibus quando chegam no cruzamento, dando-se um prolongamento na fase verde para melhorar o desempenho do sistema.
•Capacidade do Sistema:
Corredor Expresso - bastante baixa , com um máximo da ordem de 8000 passag./hora, limitados pela demora nas paradas e falta de ultrapassagem;
BRT – elevada, com potencial para se atingir valores superiores a 35.000 passag./hora;
•Custos operacionais comparativos:
Corredor Expresso – Mais alto que o BRT, destacando-se que devido a velocidade mais baixa é preciso um número maior de ônibus para levar o mesmo número de passageiros;
BRT – melhor que o convencional, pois a frota é menor e consequentemente com número otimizado de funcionários.
•Interferência do transito no corredor:
Corredor Expresso – Elevada pois, quando ocorrem congestionamentos a faixa dos ônibus é invadida; BRT – Praticamente nula pois as faixas serão segregadas e totalmente monitoradas.
•Regularidade da operação: Corredor Expresso – baixa, pois os controles são somente nos pontos finais; BRT – Sempre regular pois o controle é on-line com uma central ajustando as viagens constantemente para garantir a boa operação.
•Segurança nos acessos:
Corredor Expresso – Precária, com travessias para o canteiro central em sua maior parte sem semáforos;
BRT – Alta, com todos acessos às estações assistidos por semáforo ou passarelas.
Secretaria Municipal de
Infraestrutura-Seminf

