Manaus/AM - Subiu para cinco o número de casos suspeitos de sarampo em Manaus, sob investigação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), após o mais recente ser identificado na manhã deste sábado (10). Todos são crianças (duas do sexo masculino e três do sexo feminino), residentes na área territorial do Distrito Norte de Saúde, na zona Norte, com idades que variam de quatro meses a um ano, portanto, ainda não imunizadas contra a doença.
A Semsa está fazendo o acompanhamento dos casos e iniciando a ação de bloqueio, que consiste na investigação de todo o percurso feito pelo paciente, e que começa dois dias antes da notificação. Os técnicos da secretaria observam as pessoas com as quais o paciente teve contato, se houve deslocamento para fora da cidade e/ou bairro onde mora, caderneta de vacinação de todas as pessoas que tiveram contato com o doente, além de fazer a vacinação seletiva.
Na manhã de hoje, técnicos do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e Núcleo de Imunização, do Distrito de Saúde Norte e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) estiveram reunidos para traçar a estratégia de “varredura” em todo o território de abrangência do distrito, uma intensificação vacinal que deve começar ainda essa semana. Essa ação incluiu o mapeamento de toda a área, definindo os quarteirões e suas dimensões, para que as equipes da Semsa façam o trabalho de vacinação casa a casa.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a zona Norte de Manaus tem cerca de 500 mil habitantes. Os casos em investigação ocorreram no Santa Etelvina (2), Monte das Oliveiras (2) e Comunidade São João, no KM 04 da BR-174 (1).
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmissível, causada por vírus. É de notificação compulsória imediata. Desde o início da semana, a Prefeitura de Manaus, por meio da Semsa, está intensificando a vacinação contra o sarampo em todas as 185 salas de vacina, sendo 183 nas Unidades Básicas de Saúde do município e duas particulares.
A Semsa orienta a população a receber as equipes quando tiver início o trabalho de vacinação; que deixe à mão as cadernetas de vacinação dos moradores, principalmente das crianças; que siga as orientações recebidas dos técnicos; que informe, caso haja suspeita de sarampo ou rubéola em algum morador; e, no caso de pais com crianças menores de um ano de idade, que evitem locais de muita aglomeração.

