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Prefeitura amplia raio de atuação do projeto de monitoramento de Carbono

Prefeitura amplia raio de atuação do projeto de monitoramento de Carbono
Prefeitura amplia raio de atuação do projeto de monitoramento de Carbono

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, ampliou o raio de atuação do Projeto CO2 de Monitoramento de Carbono. O trabalho é a primeira iniciativa de inventário de Gases de Efeito Estufa, desenvolvida pelo município, com a finalidade de realizar a medição de estoques de Carbono a partir do acompanhamento do processo evolutivo de mudas e árvores, bem como a emissão de GEE a partir da geração de resíduos, em determinadas áreas escolhidas como demonstrativas do projeto. 

Uma equipe da Semmas esteve na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, situada na Área de Proteção Ambiental Tarumã-Açu, onde 20 mudas de andirobeira foram plantadas e incorporadas ao trabalho de inventário. Com essa, sobe para oito o número de áreas demonstrativas do Projeto CO2 de Monitoramento de Carbono, que é desenvolvido em parceria com o Laboratório de Manejo Florestal do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Secretaria Municipal de Educação.

Atualmente, o projeto tem áreas demonstrativas situadas em unidades de conservação municipal Parque Municipal do Mindu, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé e, agora, na Área de Proteção Ambiental Tarumã-Açu. O trabalho é desenvolvido também na zona urbana com mudas monitoradas às margens do Igarapé do Passarinho, na zona Norte, totalizando 209 árvores. Na RDS do Tupé, o projeto está localizado nas comunidades Julião, São João do Tupé, Agrovila e Livramento. O objetivo é permitir que ao final de um período de pelo menos mais um ano se obtenha um levantamento de dados relativos à absorção de Carbono pelas árvores. "A intenção é ampliarmos ainda mais esse monitoramento, envolvendo as comunidades com o trabalho e levando até elas a discussão acerca das mudanças climáticas, temática relativamente nova e complexa para a grande maioria da população”, afirmou a secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Kátia Schweickardt, destacando a importância mundial do tema, discutido recentemente durante a Jornada de Cidades e Mudanças Climáticas e V Encontro de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras, em Belo Horizonte.

Todos os indivíduos arbóreos envolvidos na atividade foram georeferenciados e identificados por técnicos da Semmas. O monitoramento das mudas plantadas na comunidade Nossa Senhora Auxiliadora será feito em conjunto com comunitários, professores e alunos da localidade. A presidente da Associação Comunitária Nossa Senhora Auxiliadora, Paula Beltrão, presente ao plantio, destacou a importância didática do projeto.  

“Essa é uma oportunidade excelente para que professores e alunos possam aprender e valorizar as árvores, entendendo os benefícios que elas proporcionam ao meio ambiente. Muitas vezes, o professor fica restrito ao conteúdo programático e necessita de atividades práticas, em contato com o sol, a chuva e as árvores. Esse trabalho vai ajudar muito nesse processo de aprendizado e valorização do ser rural”, disse.

As andirobeiras foram plantadas numa área de erosão na entrada da comunidade. As 20 mudas terão o crescimento acompanhado com a medição de altura e diâmetro do tronco.  A coordenadora do projeto, Angeline Ugarte, explicou que a finalidade principal é medir a absorção do Carbono por árvores de pequeno, médio e grande porte, a partir dos cálculos desenvolvidos pelo Laboratório de Manejo Florestal, coordenado pelo pesquisador Niro Higuchi.

"A equipe do Inpa dá o suporte técnico ao projeto, que visa, antes de mais nada, agregar à qualidade de vida o valor ético e respeito pelo que temos de mais natural. É um privilégio termos essa possibilidade de presenciar a relação do rio com o solo e a vegetação que a Amazônia nos proporciona”, afirma Ugarte, ressaltando que neste momento os resultados são pedagógicos, obtidos a partir da interação das crianças, professores e comunitários com o trabalho. “É uma mudança de postura e percepção”, observou.

Segundo relatório do Inpa, a estimativa é de que a cada um hectare de floresta, pelo menos 140 toneladas de carbono sejam absorvidas. A expectativa é de que até o final de 2015, sejam repassados dados relativos aos resultados das emissões às escolas e comunidades envolvidas.
 

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