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Polícia prende empresário. Por engano...

A “Operação Mercúrio”, da Secretaria de Segurança Pública, não prendeu apenas bandidos na ação em Parintins. Policiais da Força Especial de Repressão a Assaltos e o Batalhão de Resposta Rápida da Polícia Militar  abordaram na avenida Paraíba, o empresário João Pedro Baranda, que trafegava em sua Hillux. “Eram oito policiais com armas na minha direção. Fui retirado do meu veículo na marra e por mais de vinte minutos tratado como bandido no meio da rua, onde centenas de pessoas assistiram a maneira como a polícia me tratou”, disse o empresário, por telefone, ao Blog do Holanda .

De acordo Baranda,  sempre que tentava falar algo os policiais gritavam: “ não te mexe vagabundo, palhaço, não te mexe. Vou dar um tiro na tua cara vagabundo ”.

Baranda  disse ainda que sem pedir documentos de identificação os policiais o trataram como bandido no meio da rua da cidade onde toda a população o conhece "como homem de bem e empresário respeitado".

NOTA DE SOLIDARIEDADE



A Associação Comercial de Parintins, por decisão unânime de sua Diretoria e em face da forma e dos meios utilizados pelos agentes policiais designados para dar cumprimento à denominada "Operação Mercúrio" nesta cidade, (***) realizada em confrontação com as regras mais elementares de respeito à dignidade humana e de proteção dos direitos constitucionais da cidadania, ao tempo em que reconhece a necessidade da atuação firme, porém serena, das instituições no trato da segurança pública, lastima os excessos e os abusos de poder perpetrados contra a população parintinense e em particular contra seu Associado João Pedro de Andrade Baranda, que em via pública, na presença de diversos populares, experimentou inaceitável e injustificado constrangimento em seu direito de ir e vir, sob mira de armas, por quem tem o dever funcional e legal de preservar a segurança coletiva e garantir a materialização dos direitos fundamentais de todos e de cada cidadão.

Certa de que o evento destoa das orientações superiores, esta Associação comunicará oficialmente o fato às autoridades competentes que, sem dúvida, determinarão os procedimentos apuratórios, e por este ato presta irrestrita solidariedade ao seu Associado, colocando-se à sua inteira disposição para as providências que se fizerem necessárias visando reparar os agravos que experimentou.

Parintins/Am, 29 de julho de 2010.

Associação Comercial de Parintins

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