Manaus/AM – O delegado Cícero Túlio, responsável pela Operação Mandrágora, que investiga o caso Djidja Cardoso, revelou nesta segunda-feira (10) que José Máximo, proprietário da Clínica Veterinária MaxVet, não tem envolvimento com a seita religiosa "Pai, Mãe, Vida", responsável por fornecer ketamina e promover seu uso de forma recreativa.
"Ele [Máximo] não tem qualquer vínculo com a seita religiosa. Segundo nossas apurações, sua função era exclusivamente fornecer esse tipo de material para ser utilizado nos rituais e reuniões realizadas por parte dessa seita", explicou o delegado.
José Máximo se entregou à polícia no sábado (8) e está sob investigação por fornecer ilegalmente ketamina à família Cardoso.
De acordo com o delegado, a Polícia Civil comunicou ao Ministério da Agricultura e Pecuária que a clínica de Máximo realizava compras excessivas de ketamina e Potenay, o que não condiz com o porte do estabelecimento.
"Os relatórios indicam a compra excessiva desse tipo de material, tanto ketamina quanto Potenay, que eram utilizados nos rituais dessa seita. Essa situação nos causa estranheza, pois há uma incompatibilidade entre o porte da empresa de Max e o volume de compras realizadas. Todos esses detalhes fazem parte do inquérito e já foram comunicados ao Ministério da Agricultura e Pecuária para subsidiar nossa investigação".
Além de Max, também estão presos Ademar Farias Cardoso Neto e Cleusimar Cardoso Rodrigues irmão e mãe de Djidja; Verônica da Costa Seixas, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas, funcionários do salão de beleza Belle Femme, que pertence à família Cardoso.

