O Distrito Sanitário Especial de Parintins ( Dsei) está num dilema. A Fundação Poceti (AM), Caiwa (Mato Grosso do Sul) e Sapecan, que são Organizações Não-Governamentais (Ongs), que concorreram ao pregão de quinta-feura, em Brasília, foram consideradas inabilitadas. A Poceti, que presta serviços a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), antiga Funasa, ficou com pendência na apresentação do novo Certificado de Assistência Social (Cebas) e as concorrentes Kaiwa e Sapecan não teriam estrutura adequada para atender a região. As Ongs são contratadas para prestar serviços na área de saúde nas reservas indígenas.
Com o impasse, a decisão final para a contratação da conveniada caberá ao secretário nacional da Sesai, Antônio Alves. Mas deverá pesar ainda o parecer da atual coordenadora do (Dsei), Paula Fernandes, servidora que goza da confiança do secretário Antônio Alves, e do vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Elizeu Batista Sateré, que também estão em Brasília.
Fontes do Portal do Holanda informaram que Paula teria preferência pela Ong Caiwa, de Mato Grosso do Sul, que deverá apresentar nova documentação de que tem condições de operar junto à Funasa.Um desentendimento entre a coordenação do Dsei e a Poceti teria ocorrido porque a Ong, segundo informações não oficiais, se negado a contratar parentes de servidores da coordenação do Distrito Sanitário de Parintins.
Em Brasília, o Ministério Público Federal (MPF) pediu informações da Sesai sobre denuncias de que servidores da Secretaria de Saúde Indígena sabiam antecipadamente quais as empresas participariam da concorrência pública . As Ongs prejudicadas pediram anulação do certame.
