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PM expulsa sargento que matou taxista

O sargento  Gêneses Guedes Peres  foi expulso da  Polícia Militar do Amazonas depois de 2 anos e 3 meses de matar com um tiro de PT 100 (arma de uso exclusivo da PM) o  taxista   Antônio Bruno Melo da Silva. O crime ocorreu no dia 26 de dezembro de 2008, na avenida Marginal, conjunto Jardim Petrópolis, Zona Sul de Manaus, quando a vitima estava na laje da casa de Rafael Pereira Wezen, também ferido com disparo  efetuado pelo militar.

 

De acordo com decisão do Conselho Permanente Disciplinar da Corregedoria Geral do sistema de Segurança Pública, o sargento Gêneses  é culpado das acusações e não reúne condições de permanecer nas fileiras da Polícia Militar.

 

O comandante geral da PM, coronel Dan Câmara, decidiu concordar com o parecer do Conselho Permanente de Disciplina e excluir da instituição o sargento por haver praticado “transgressão disciplinar de natureza grave” e que torna  o acusado, segundo o comandante “indigno de pertencer” aos quadros da corporação.




Acusado no banco dos réus

 

  Gêneses Guedes sentará no banco dos réus no próximo dia 6 de abril. Ele será julgado pela morte de Antônio Bruno, em dezembro de 2008 e a tentativa de homicídio no qual foi vítima Rafael Pereira. O julgamento será presidido pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.





O crime

 

O industriário e taxista  Antônio Bruno Melo da Silva  foi morto com um tiro de pistola PT 100, por volta de 22h, no dia 26 de dezembro de 2008  na avenida Marginal, conjunto Jardim Petrópolis, Zona Sul de Manaus, quando se encontrava   na laje da casa de Rafael Pereira Wezen, também ferido com um tiro.

 

De acordo com testemunhas,  uma viatura da Polícia Militar, comandada pelo sargento Gêneses Guedes, chegou na avenida Marginal, conjunto Jardim Petrópolis, onde abordou várias pessoas inclusive, as vítimas, que estavam na praça.

 

Antes de deixar o local o militar determinou a dispersão de todos. O industriário resolveu ficar na laje da casa de Rafael. Minutos depois a mesma viatura voltou e o sargento e um soldado novamente abordaram as pessoas que estavam na praça do conjunto.

 

Antes de deixar o local o sargento Gêneses sacou a pistola da cintura e efetuou um disparo para a laje onde estavam Antônio Bruno, Rafael e outros amigos. O tiro alvejou Rafael, e em seguida atingiu o industriário que chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Pronto-Socorro.

 

 

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