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Plantio de soja está proibido no Amazonas até 15 de setembro

Plantio de soja está proibido no Amazonas até 15 de setembro
Plantio de soja está proibido no Amazonas até 15 de setembro

Manaus/AM - Agricultores do Amazonas estão proibidos de plantar e manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento no estado, no período de 15 de junho a 15 de setembro. A medida atende a Portaria nº 781/2023 do Ministério da  Agricultura e Pecuária (Mapa).

O alerta é da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), que é responsável por fiscalizar o cumprimento da estratégia conhecida como vazio sanitário da soja.

A Portaria nº 781 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), em abril deste ano, para garantir o controle do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da doença Ferrugem Asiática, uma das mais severas a atingir a cultura da soja, e passível de ocorrer em qualquer estágio da planta. A doença tem como características a desfolha precoce, o que impede o desenvolvimento completo dos grãos e, consequentemente, a redução da produtividade.

No Amazonas, os municípios de Humaitá, Lábrea e Canutama estão entre os principais produtores de soja no Estado. O estado não possui casos registrados da praga. No Brasil, os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Maranhão, Minas Gerais e Goiás estão entre os que possuem registro de focos de Ferrugem Asiática ao longo dos últimos anos.

Penalidades

O descumprimento do vazio sanitário da soja é passível de sanções administrativas como a interdição da propriedade, multa e destruição do material, bem como a responsabilização criminal do dono da propriedade, conforme o artigo nº 259, do Código Penal Brasileiro. Na esfera criminal é prevista reclusão de dois a cinco anos, e multa para quem difunde doença ou praga que possa causar dano à floresta, plantação ou animais de utilidade econômica. No caso de culpa, a punição é de detenção de um a seis meses, ou multa.

Denúncias

A Adaf está à disposição para o recebimento de denúncias sobre o descumprimento da estratégia de prevenção, por meio de sua Ouvidoria, no telefone (92) 99380-9174 ou no e-mail [email protected].

Com informações da assessoria

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