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PF prende índigena no aeroporto de Manaus por usar cocar sem o selo do Ibama

A prisão do líder indígena Paulo Apurinã, por agentes da Polícia Federal na tarde desta quarta-feira, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus,  deve gerar uma crise entre a Fundação Nacional do Índio e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama).

Apesar de Paulo Apurinã estar de cocar na cabeça e todo pintado, o superintendente do Ibama, Mário Reis, disse em entrevista que ele não se identificou como indígena ao fiscal, o que resultou na detenção.

O fiscal, apesar de toda a indumentária de Apurinã, o impediu de embarcar rumo a Belo Horizonte, usando um cocar de penas de aves silvestres, que seria proibido.  Na capital mineira, ele representaria os povos indígenas do Amazonas na Conferência das Cidades, que começa amanhã.

O fiscal, alegando que o cocar de Paulo Apurinã  não possuía autorização do Ibama comprovada por meio de um selo, teria de ser apreendido pelo órgão.

Houve um tumulto no saguão do aeroporto e agentes da PF foram acionados e depois de discutir com os federais e empurrar um deles, o indígena acabou sendo preso e levado a Superintendência da PF, no Dom Pedro, onde depois de prestar depoimento foi liberado com o seu cocar na cabeça.

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