Manaus/AM - O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) modernizou o processo de identificação de corpos. O sistema ocorre por meio de coleta de digitais e análise odontolegista da arcada dentária que foi implementado no fim do ano de 2022. Só em janeiro de 2023, cerca de 150 identificações foram realizadas com sucesso.
As coletas são realizadas no Instituto Médico Legal (IML), e passam por um processo de análise, principalmente, se o corpo estiver em estado de putrefação. Com esse sistema, implementado desde o fim do ano de 2022, o processo de identificação se torna mais célere e ajuda a prestar um serviço mais eficiente aos familiares das pessoas ainda não identificadas.
De acordo com o técnico de necropsia e coordenador operacional do IML, Carlos Procópio, esse novo modelo tem gerado um resultado positivo e a cooperação mútua junto com o IIACM, ajuda a dar uma resposta mais rápida aos familiares em momento de sofrimento.
“A grande maioria dos corpos que dão entrada no IML não tem documentação e até o próprio cadáver, as vezes pelo estado em que se encontra, não é possível ser feito o reconhecimento pelos familiares. Então, a gente faz essa coleta detalhada para enviar aos peritos do Instituto de Identificação e para que se faça a identificação. Estamos tendo êxito em 90% dos casos”, disse o coordenador.
Esqueletos
Carlos explicou que até em casos de corpos esqueletizados, a identificação consegue ser realizada por meio da coleta ou análise da arcada dentária. “Mesmo em casos de o cadáver estar semi-esqueletizados ou putrefeitos nós temos conseguido realizar um bom trabalho na identificação e aliviar o sofrimento dos familiares que não precisam esperar tanto pela liberação do corpo”, finalizou.
Após a coleta, os dados colhidos pelos médicos legistas do IML são enviados ao IIACM para emissão de um laudo técnico efetuado pelos peritos do instituto e a partir daí realizar a liberação do corpo para os familiares.



