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Pediatra alerta para a prevenção aos ‘desafios perigosos’ feitos a crianças na internet

Pediatra alerta para a prevenção aos ‘desafios perigosos’ feitos a crianças na internet
Pediatra alerta para a prevenção aos ‘desafios perigosos’ feitos a crianças na internet

Os chamados “desafios perigosos” entre crianças e jovens na Internet têm preocupado pais, médicos e especialistas pela rapidez com que esses eventos são disseminados em imagens, vídeos e jogos on-line em diversas plataformas, colocando em risco a vida e em alguns casos, provocando danos irreversíveis aos pequenos.

Várias pesquisas observacionais da Internet, realizadas nos Estados Unidos, França e Brasil, descreveram mais de 100 maneiras de nomear esses “desafios” que estimulam a agressão física ou psicológica, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Para a pediatra Luciana Gonçalves Siqueira, não será a regulação da mídia que irá impedir o contato das crianças e adolescentes com o sexo drogas e conceitos equivocados. “O que forma estrutura do ser humano são os limites oferecidos com a afetividade apropriada”, afirma ela.

Ao comentar a nota pública da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) chamando a responsabilidade tanto dos pediatras quanto da sociedade em geral, para denunciar e alertar sobre conteúdos de vídeos e desafios perigosos na internet, para que estes sejam rapidamente bloqueados e excluídos, Luciana lembra a publicação de artigos científicos mostrando que benefícios da redução do tempo de exposição das crianças e adolescentes nas telas.

“Quando essa redução acontece, há um desenvolvimento maior das tarefas manuais e para o desenvolvimento da escrita”, pontua a médica.

Segundo ela, artigos científicos publicados pela Sociedade Brasileira de Oftamologia comprovam que uso excessivo de tela está vinculado ao surgimento de miopia de forma precoce.

Luciana admite ser mais difícil conseguir manter a integridade psicológica dos adolescentes em relação aos meios de comunicação e ao entretenimento. Mas, para ela, os pais devem ter mecanismos de controle para determinar quais os programas e quais acessos devem ser permitidos aos filhos tanto de programas quanto para os jogos e aparelhos, de acordo com a faixa etária indicada.

Para a pediatra, não existe profilaxia para crimes ou para indução ao crime, o que existe é estruturação moral do ego para boa formação pessoal. “Para isso, é necessário muita paciência, amor e espaço para o diálogo saudável na família”, assegura ela, acrescentando que a vigilância e participação efetiva da família é a base para melhorar as condições dessas fases das crianças e adolescentes em formação até os 18 anos.
 
Sociedade  

Em nota divulgada na imprensa, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destacou que as empresas de tecnologia já dispõem de recursos e expertise profissional para aplicar algoritmos e inteligência artificial para redesenhar o ambiente digital, garantindo a proteção social da infância e adolescência. 

Infelizmente, segundo a SBP, mesmo diante da gravidade da situação, os envolvidos nesses crimes não estão sendo responsabilizados e nem recebam punição adequada por praticarem essa indução direta ou indireta através da Internet.

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