Pecuaristas são capacitados pelo Governo do Amazonas para ordenhar animais em Barreirinha

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18/06/2013 15h54 — em Amazonas

Agricultores familiares que produzem leite no distrito de Terra Preta
do Limão, município de Barreirinha, estão mudando a forma de ordenhar os animais, com a prática da ordenha manual higiênica, que garante mais qualidade ao produto e segurança para quem consome o leite.
 
Dezoito miniprodutores participaram, no período de 5 a 7 de junho, do curso “Ordenha Higiênica em Bovinos e Bubalinos”, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário Florestal Sustentável do Estado Do Amazonas, em parceria com a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento.
 
A técnica proporcionou ao grupo adquirir conhecimento referente ao processo da produção do leite e seus derivados, mostrando maior visibilidade de melhoria higiênica, melhoria de manejo e
acompanhamento de novas tecnologias hoje inseridas no agronegócio da pecuária de leite que consequentemente agregará maior valor econômico à produção.
 
Durante o curso, a Unidade Local do Idam, fez a doação de kits de ordenha manual higiênica, reforçando a importância de mudar o hábito. “Agora, eles entendem que essa higiene é necessária e até se tornam multiplicadores dessa prática, pois já estão influenciando os demais”, destacou o gerente da Unloc/Idam, Tadeu Veloso, que acompanhou o grupo durante todo o processo.
 
Segundo Veloso, todos os agricultores confirmam que vão continuar fazendo a ordenha higiênica para garantir mais qualidade ao produto e valorização de seu trabalho. “Outro benefício é que, fazendo a ordenha dessa forma, eles evitam algumas doenças que podem atingir a vaca que está produzindo leite. Assim, economizam em remédios”, frisou o gerente. O município possui um total de 52 mil animais, sendo seis mil búfalos.
 
Os materiais que fazem parte do kit de ordenha manual são: um banco de uma perna, um borrifador de água para lavar as tetas do animal, uma caneca de fundo preto, usada para identificar doenças, um balde semiaberto, um coador de leite e um suporte com iodo, que é aplicado nas tetas após a ordenha.
 
A ideia é melhorar a qualidade e aumentar a quantidade tanto do leite que hoje tem uma produção equivalente a 3.960 litros/mês, quanto do queijo, que chega a 1,5 tonelada/semana, somente no distrito. Atualmente, o queijo é vendido no município e na capital do Estado ao preço de R$ 10, e o leite, por R$ 1.
 
O pecuarista Raimundo Arnaldo considerou positiva a iniciativa do Idam. Ele, que antes praticava a ordenha de forma inadequada, pretende com o apoio do governo do Estado, por meio dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, contribuir com o desenvolvimento da pecuária local.

 

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