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Para Veja, Belém deveria ser a subsede da Copa. Não Manaus

A revista Veja desta semana defende que a subsede da Copa de 2014 deveria ser Belém, "onde há mais público".   A revista, que critica o atraso nas obras da Arenas Amazônia e os investimentos realizados, segundo diz, sem muito critério, expõe um dado preocupante: o de que a capacidade do novo estádio "é ridiculamente maior do que requer a torcida da região". Na reportagem é  lembrado que a média de público do campeonato amazonense é inferior a mil pagantes por jogo. "A partida que atraiu mais gente neste ano foi a final do primeiro turno do Amazonense, entre Nacional e Penarol, com 2.869 torcedores. É muito pouco para justificar o investimento - público -de quase 500 milhões de reais, sem falar nos gastos futuros com a manutenção", conclui a revista.




Sob o título "Prontos para a Copa...de 2038", a revista Veja desta semana faz um retrato dos estádios que deverão sediar a Copa do Mundo 2014. Na matéria de capa, a revista diz que "por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo" e,por exemplo, "no ritmo atual, o Maracanã seria reaberto com atraso de 24 anos". Quando cita a Arena Amaz?nia, de Manaus, Veja mostra uma foto de 19 de maio deste ano, e informa que o custo do estádio é de R$ 499,5 milhões, sendo que R$ 30 milhões já foram investidos. "Para ser concluído a tempo, será necessário aumentar a média mensal de gastos em 3809%".

Eis o texto em que Veja fala da Arena Amazônia: "A falta de planejamento também é um problema que afeta a Arena Amazônia, em Manaus. Primeiro, o Tribunal de Contas da União (TCU detectou superfaturamento na obra, que ainda está em fase de escavação e terraplenagem. Em uma amostra de contratos de 200 milhões de reais, o TCU detectou um sobrepreço de 71 milhões de reais. Logo depois, nova constatação:a capacidade do novo estádio, bancado pelo governo do estado, é ridiculamente maior do que requer a torcida da região. É claro que, se uma seleção ilustre, como a da Itália, jogar lá no Mundial, a lotação máxima, de 44.500 lugares, pode ser completada. A média de público do campeonato amazonense é inferior a mil pagantes por jogo.


A partida que atraiu mais gente neste ano foi a final do primeiro turno do Amazonense, entre Nacional e Penarol, com 2.869 testemunhas. É muito pouco para justificar o investimento - público -de quase 500 milhões de reais, sem falar nos gastos futuros com a manutenção. Melhor seria ter deslocado a sede amazônica para Belém,no Pará, onde há mais público. Mas a escolha das sedes da Copa ficou longe de obedecer a critérios exclusivamente técnicos. Prefeitos e governadores de todo o país pressionaram a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a e ntra na festa. Quem tinha padrinhos mais fortes levou. Como resultado, ficou decidido que o evento terá doze sedes,  quando oito, no máximo, seriam suficientes. Esse número reduziria em até 33% os custos do torneio".

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