Manaus/AM - Com o aumento no número de casos e internações por conta da Covid-19, os hospitais de Manaus enfrentam dificuldades para atender todos os pacientes.
Uma médica, que preferiu não se identificar, está na linha de frente e atua em uma unidade de saúde da rede pública da capital relatou que precisa decidir entre "quem vive e quem morre".
"A gente tem que decidir entre quem vive e quem morre. Se eu tenho um ventilador disponível e três pacientes precisando, e eu tenho muito mais do que três. Por exemplo, eu tenho que escolher entre um paciente de 19, um de 30 e um de 75. Quem é o mais importante? Todos são. Esse é o motivo de angústia, escolher entre quem vai viver e quem vai morrer. Essa é uma responsabilidade ridícula e absurda.", desabafou.
Em nota, a Secretaria da Saúde informou que " O Governo do Amazonas informou que tem realizado todos os esforços possíveis para a ampliação do número de leitos exclusivos para pacientes com Covid-19, tendo promovido em dois meses uma ampliação de 134% e anunciado, na última sexta-feira, a requisição do Hospital da Nilton Lins para a abertura de mais 183 leitos clínicos e de UTI. Além, disso, o Estado está reforçando o estoque de oxigênio líquido das unidades, após aumento de 382% no consumo do produto.
Porém, mesmo com todas as ações realizadas, a rede de Saúde do Amazonas possui um limite, estando bem próximo a ele. Dessa forma, é necessário reforçar a importância da população manter as medidas de segurança, como o uso de máscaras, higienização da mãos, e evitar participar ou promover aglomerações e, aos primeiros sintomas de Covid-19, procurar atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS)."



