Opinião: Reconhecimento a Thomaz Nogueira

Por Portal do Holanda

05/11/2014 16h53 — em Amazonas

Afonso Lobo*

Identificado como um dos mais capacitados técnicos do Amazonas, Thomaz Nogueira, de quem tenho o prazer da amizade, anunciou na semana passada que deixaria o comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa. E não por falta de paixão pelo desafio que lhe foi conferido, mas por não se sentir apoiado no esforço de modernizar a instituição que gerencia a política de incentivos fiscais do modelo ZFM.

E Thomaz fez questão de deixar claro que reconhece todo o apoio e empenho da presidente Dilma aos pleitos deste modelo de desenvolvimento regional e aos do Amazonas, mais que provados com a prorrogação da Zona Franca por mais 50 anos, o que ele lamenta, e chama a atenção, é para a necessidade da presidente “alinhar seu governo a esses compromissos” com o modelo ZFM e com o Amazonas.

E para fundamentar o que diz, Thomaz dá o exemplo do Centro de Biotecnologia da Amazônia, o CBA, que está há mais de dez anos pronto e ainda não tem sua personalidade jurídica definida, ainda que este seja um compromisso assumido pelo Planalto. Além disso, para citar outros entraves, há o histórico problema do contingenciamento de recursos da autarquia e a demora na definição de uma política de valorização dos servidores do órgão.

Quem conhece a seriedade e dedicação com as quais Thomaz assume as missões a ele confiadas, sabe o quanto a Suframa e o Estado perdem com a sua saída da condução de tão importante instituição. Nunca é demais lembrar que é a partir da atividade econômica gerada pelo Polo Industrial de Manaus que a roda da economia dos demais setores locais é movimentada.

Além do mais, o PIM gera recursos próprios para a Suframa financiar projetos de desenvolvimento socioeconômico e ambiental em toda a sua área de atuação – a Amazônia Ocidental mais Macapá e Santana, no Amapá.

Poucos sabem, a sociedade no geral desconhece, mas Thomaz foi um dos atores anônimos dos mais importantes que lutaram pela prorrogação da política de incentivos fiscais da ZFM por mais 50 anos, seja no Congresso Nacional, seja junto ao próprio governo federal.

Da mesma forma, ele se empenhou junto às lideranças locais, como o ex-governador Omar Aziz, o governador José Melo e o prefeito de Manaus Arthur Neto quando o assunto foi desfazer a guerra fiscal que o Governo do Amazonas tinha há anos com o Governo de São Paulo em relação aos bens de informática.

Vale lembrar que o próximo ano será, seguramente, ano de reforma tributária e precisaremos de toda colaboração possível para defender as vantagens comparativas do Polo Industrial de Manaus.

Thomaz, que é dos quadros da Secretaria de Fazenda do Amazonas, também esteve à frente do mais importante processo de modernização da máquina fazendária de nosso Estado. Iniciado há dez anos, o conjunto de investimentos feitos nesse período aperfeiçoou processos ao ponto de a maioria dos serviços da Secretaria hoje estarem disponíveis online, direto na internet. E o resultado de todo esse empenho, que continua nos dias de hoje com investimentos em capacitação de pessoal e em Tecnologia da Informação, é que a Sefaz-AM se tornou um dos órgãos  mais modernos e eficientes do País. E isso é motivo de orgulho para todos.

A nós cabe o reconhecimento e o desejo que esse valoroso servidor público do Amazonas siga se dedicando à causa pública e  ao bem do serviço público.

(*) Afonso Lobo é secretário de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM)

[email protected]