Um choque de cerca de 38 megawatts de potência, matou quase que instantaneamente o eletricista Fernando Rodrigues Guimarães, 33, funcionário da Empresa Master, por volta das 14h50 de quinta-feira, na obra de construção da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, na Estrada da Ponta Negra (Zona Oeste).
Foi o quarto operário morto em acidente dentro de canteiro de obras em menos de uma semana e o vice-presidente do Sindicato , Cícero Sasá, que esteve no local, disse que com a morte de Fernando, agora são 57 óbitos de trabalhadores da Construção Civil, nos primeiros cinco meses deste ano.
A imprensa foi proibida de entrar no canteiro de obras, mas, do lado de fora colegas de Fernando estavam revoltados e denunciaram que a maioria deles trabalha sem carteira assinada e o perigo é eminente, porque falta equipamento de segurança para a grande maioria, como no caso do eletricista morto, que não usava luvas e botas de borracha.
Os operário ainda denunciaram que na mesma obra da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, nesta quarta-feira, um dia antes da morte do eletricista, um outro operário, estava sem o cinto de segurança e caiu de um andaime quando trabalhava no enchimento de uma viga, há quase sete metros de altura.
Trabalhadores da obra denunciaram que a obra está cheia de irregularidades e os engenheiros e donos impediram a entrada da imprensa, com medo dessas denúncias e a confirmação in loco de situações de perigo para os mais de 200 operários.
Segundo o vice-presidente, do Sintracomerc (Sindicato dos Trababalhadores da Construção do Amazonas), Cícero Sasá, Fernando Rodrigues só morreu eletrocutado porque a Caixa de Distribuição de Eletricidade, apesar de ser alta tensão e representar perigo máximo, estava sem a tampa a mais de uma semana sem a tampa de proteção e prevenção.

