Entre os 16 alvos da operação Dente de Marfim, deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) estavam os endereços dos advogados José Leland Juvêncio Barroso, do ex-auditor da Receita Federal no Amazonas, Sandoval Fernando Cardoso de Freitas, preso na Operação Hiena, em 2007 e de um ex-secretário de limpeza público do município.
Outros que estão entre os investigados são Ézio Ferreira Júnior, filho do falecido ex-deputado federal Ézio Ferreira e Silas Pedrosa, do grupo de supermercados DB .
A operação envolveu os bloqueios de valores e sequestros de bens de 34 pessoas físicas e jurídicas e buscas na Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), na empresa Mamute Conservação e Construção e casas situadas em condomínios de luxo.
De acordo com a Polícia Federal, juntas, a Operação Entulho (que tinha o mesmo modus operandi, por diferentes agentes), e a Dente de Marfim possibilitaram o bloqueio de cerca de cerca de R$ 150 milhões.
Entre os crimes praticados são fraudes em licitação, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção, que consistia na emissão notas fraudulentas para justificar a saída de valores da empresa.
A PF explicou que essa operação não é desdobramento da operação Entulho. Essa investigação já dura quatro anos e embora seja o mesmo modus operandi da Entulho, emissão de notas frias em favor de uma empresa.
De acordo com a PF, as investigações da Dente de Marfim mostram indícios da participação de agentes públicos, em troca de favores relacionados à e essa empresa, troca de favores de cargos ou empregos de parentes. A relação permaneceu até o ano de 2022, quando foi encerrada, mas a empresa passou a atender a outra secretaria.
Segundo o delegado, mesmo após a passagem da gestão muniicipal, a empresa se manteve no serviço e foi verificada a continuidade de troca de favores, nomeações de parentes na secretaria municipal e indícios de pagamento de vantagens indevidas ao gestor da secretaria.
As investigações começaram a partir do relatório da Receita Federal que verificou indícios de fraudes na contratação dessa empresa.
Uma das notas fiscais era direcionada a um coordenador de campanha de um partido político envolvido na gestão passada.
Quanto a Sandoval Freitas, do escritório de advocacia alo da operação, ele foi ex-auditor da Receita Federal no Amazonas, preso na Operação Hiena, em 2007, quando o órgão confirmou que ele obtinha certidões negativas de débito para pessoas e empresas, elaborava recursos contra a própria instituição da qual era auditor-fiscal, mantinha escritório de contabilidade e relaxava a fiscalização de empresa da qual era o proprietário.
Após um parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional atestando a legalidade do processo administrativo disciplinar, o Ministério da Fazenda demitiu Sandoval Freitas, em 2011.




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