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Omar Aziz alerta sobre termos do fim da reeleição

Omar Aziz alerta sobre termos do fim da reeleição
Omar Aziz alerta sobre termos do fim da reeleição

Na noite desta quarta-feira (18), o senador Omar Aziz subiu à tribuna do Senado Federal para alertar contra o risco de aprovar o fim da reeleição nos termos propostos atualmente no Congresso. Para o senador do Amazonas, as prefeituras e os governos estaduais podem ficar sob responsabilidade de pessoas não eleitas para o cargo, quando o prefeito ou o governador deixarem seus postos para disputar a reeleição.

A PEC 73/2011 diz que o Presidente da República, os Governadores e os Prefeitos devem renunciar aos seus cargos seis meses antes para terem o direito a se candidatarem na eleição seguinte. De acordo com Omar Aziz, o problema é que neste período haverá um efeito cascata na sucessão do poder executivo e pode ser prejudicial à população.

“O meu questionamento, aos senhores senadores e às senhoras senadoras, é quem assume no lugar do candidato? Se o atual governador sair, o vice-governador também sair para ser candidato à reeleição e o presidente da assembleia legislativa também concorrer a algum cargo, vai assumir quem? Passar quatro, cinco meses na disputa eleitoral e deixar um irresponsável quebrar a prefeitura, quebrar o governo para depois o prefeito, se for reeleito, voltar para o cargo. Acho que estamos cometendo um mal aos municípios e aos estados”, alertou Aziz.

O senador ressaltou, ainda, que a reforma política que o Brasil pede é um reforma profunda, e não uma que dê condições de negociações de cargos de prefeito e governador.

“A reforma politica que o Brasil exige é uma reforma profunda. Não é uma reforma que propicie que mais tarde se negocie ser governador, ser prefeito, como acontece hoje ainda quando se saca um prefeito depois de dois anos. Imagina colocar uma pessoa sem espírito público para ficar cinco, seis meses com o orçamento do estado ou o orçamento do município para governar?”, questionou.

Durante seu pronunciamento, o senador Omar Aziz foi interrompido pelo senador Cristovam Buarque (PSB-DF), que decidiu seu voto endossando a linha de pensamento do parlamentar amazonense.

“Eu quero lhe agradecer. Acabo de tomar a decisão de meu voto graças ao senhor. Eu não vou compactuar com esta brincadeira que estamos fazendo aqui. O senhor mostrou as consequências disso. Eu vou me abster porque também não vou votar contra isso, que tenta moralizar, mas não moraliza, é uma brincadeira de reforma política.”, disse o senador Cristovam Buarque.

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