Wellington José de Araújo assumiu nesta terça-feira como o mais novo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas. Fazendo uma citação bíblica: pelo fruto conhecereis a árvore”. Escolhida para homenagear o novo membro da Corte de Justiça, a desembargadora Carla Reis disse que a Justiça brasileira vive hoje um período particular. Segundo ela, no momento em que as críticas são muitas e que a opinião pública cresce e torna-se cada vez mais exigente, o que se espera é que o novo desembargador seja um exemplo. “Um exemplo porque as funções que irá exercer são também funções de pedagogia – vão ensinar “como agir”.

Cabe a nós magistrados, essa tarefa, através das ações prontas e decisivas, que nos competem a cada dia, em nossa prestação jurisdicional, cultivando inarredável respeito à lei, à ética, à moral, ao direito e à Justiça. Busquemos incessantemente cumprir nossa missão constitucional, retribuindo, dessa forma , a confiança da sociedade – advertiu Carla reis. 
O que disse Wellington
No início de seu discurso, Wellington recordou que no dia 18 de junho de 1980, portanto, há mais de 30 anos, tomava posse no cargo de Juiz Substituto da Capital perante o pequeno colegiado do Tribunal sob a presidência do saudoso desembargador Joaquim Paulino Gomes. “Éramos 11 juízes, 10 mulheres e eu, o único varão. Talvez por isso fui escolhido para ser o orador da turma”. O novo desembargador disse que alcança o ápice da carreira pelo critério de antiguidade, mas que poderia ter continuado como Juiz Substituto – cargo isolado -, mas aceitou o conselho do desembargador Paulino Gomes e assumiu o cargo de juiz de direito em 7 de abril de 1982, cargo para o qual também havia sido aprovado em novo concurso público.

— Iniciei em Urucará. Tempos difíceis! Até telefone era raridade, apenas um na cidade. Internet, computador nem pensar. Eram apenas máquinas velhas. O juiz tinha somente Deus e os livros. Aprendi ali, no dia-a-dia que não havia curso preparatório para magistrados – recordou.
De Urucará Wellington foi removido para a comarca de Parintins, onde ficou até 17 de abril de 1991, promovido também por antiguidade para Manaus, onde assumiu a 6ª Vara Criminal, Tribunal do Júri, 3ª Criminal, 2ª Vara da Fazenda Pública, 8ª Vara Cível e Acidentes de Trabalho e, finalmente, 18ª Vara Cível e Acidentes de Trabalho.
O novo desembargador citou que há poucos dias recebeu uma carta. Nessa carta havia recortes de jornais acerca do dia da sua escolha como desembargador e as parabenizações com os dizeres de Mateus, capítulo 12, versículo 33: “Pelo fruto se conhece a árvore”.


O novo desembargador Wellington José de Araújo estudou no Instituto de Educação do Amazonas e no colégio Domingos Sávio. É formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas onde concluiu o curso em 1972. Em 1978 formou-se em Direito, também pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Foi professor de inglês, e em 1980 ingressou na magistratura como Juiz Substituto da Capital. No ano de 1982 assumiu o cargo de Juiz de Direito, prestando jurisdição nas Comarcas de Urucará e Parintins.Em abril de 1991 foi promovido para a Capital onde trabalhou na 3º e 6º Vara Criminal, Fazenda Pública Estadual e na 18º Vara Cível. Foi também juiz Eleitoral. Por 10 votos a 3, o juiz Wellington José de Araújo, foi eleito no dia 30/11 o novo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) pelo critério de “antiguidade”. O magistrado assume a vaga aberta com a aposentadoria compulsória da desembargadora Marinildes Costeira de Mendonça Lima.

