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Nos 10 meses de 2022, alertas de desmatamento na Amazônia tem pior marca desde 2019

Nos 10 meses de 2022, alertas de desmatamento na Amazônia tem pior marca desde 2019
Nos 10 meses de 2022, alertas de desmatamento na Amazônia tem pior marca desde 2019

Manaus/AM - O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal chegou a de 9.277 km², de janeiro até o último dia 21 de outubro, informou nesta sexta-feira (28), o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

No quarto ano de governo do presidente Bolsonaro, o acumulado de alertas de desmatamento registra alertas por ano civil acima da marca de 8 mil km².

A marca é a pior desde que foi iniciada a série histórica anual do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do instituto, iniciada em 2015.

Em setembro passado, o acumulado de alertas de desmatamento foi de 1.455 km², segundo dados divulgados pelo Inpe.

O índice divulgado hoje deixa na expectativa de que até dezembro, haverá superação dos piores anos, segundo avaliou o Observatório do Clima. Até este mês de outubro, a marca já superou até mesmo todo o ano de 2019, que foi a pior taxa até então, quando os alertas de desmate deram um salto e chegaram até 9.178 km².

Na Amazônia Legal, que corresponde a 59% do território brasileiro, estão 9 estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e uma parte do Maranhão.

Mesmo não sendo o responsável pelo dado oficial de desmatamento, os números apontados pelo Deter costumam ser superados pelo sistema Prodes, que faz, desde 1988, o monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e produz.

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