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Mutirão ecológico para limpar igarapé poluído em Manaus

 

Alunos de mestrado de Direito Ambiental da Universidade do Amazonas (UEA) realizam, neste sábado, 15, a partir das 10h, um mutirão ecológico para remoção de resíduos sólidos das margens de igarapés situados na área do Tarumã, na zona Oeste de Manaus. A ação é parte do projeto “Unidos pela Floresta Amazônica: Mutirão Ecológico de Limpeza para a Preservação dos Igarapés de Manaus”, coordenado pelo Grupo de Estudo de Direito de Águas, em parceria com a Prefeitura de Manaus por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp).

A ação vai fazer remoção de resíduos sólidos localizados às margens dos igarapés situados desde a entrada do Rio Tarumã, até o Lago Negro, passando pelos afluentes do Igarapé da Velha/Igarapé do Tabatinga, localizados na bacia hidrográfica do Tarumâ. Além disso, os participantes farão debate público sobre gestão dos recursos hídricos.

A Semulsp apoiará a ação com equipes de conscientização e equipamentos para o recolhimento e remoção do lixo. “É muito importante esta mobilização. Manaus é uma cidade com vocação para o meio ambiente e precisa cuidar melhor dos mananciais. Ações como essa ajudam a sensibilizar a população”, avalia o Secretário Municipal de Limpeza, Paulo Farias.

BASE

A atividade terá como base operacional de apoio o Flutuante Vitória Régia, no Igarapé da Velha, Praia Dourada, Bacia do Tarumã, em Manaus, onde será oferecido o apoio logístico e ocorrerão as atividades expositivas.

Durante as últimas semanas, a UEA mobilizou estudantes, especialistas e ambientalistas para se juntar ao projeto. Para participação nas atividades externas as vagas são ilimitadas. Para as palestras e debates a serem realizadas nas dependências da UEA  até 300  pessoas podem ser cadastradas.

A coordenação do evento busca alertar a comunidade científica para a poluição dos rios do Amazonas e de praias, como a Praia Dourada, que já foi popular entre os manauaras e, hoje, sofre com acúmulo de resíduos.

“Com isso, queremos levar ao conhecimento da sociedade a atual situação de escassez hídrica, chamando a atenção para a finitude do recurso e a necessidade de uma adequada gestão e conservação, para que possamos usufruir das bacias hidrográficas por muitas gerações”, explicou Jefferson Rodrigues de Quadros, um dos coordenadores do projeto.

LIXO

Para o Subsecretário Operacional da Semulsp, José Rebouças, a ação é muito relevante, na medida em que a cidade de Manaus vem crescendo e gerando cada vez mais lixo. “Cada dia que passa, mais lixo é retirado das ruas e, principalmente, dos igarapés que cortam Manaus. Diariamente, a Semulsp trabalha nesses córregos retirando o lixo e levando trabalho de conscientização às comunidades”, lembra.

As equipes de limpeza de igarapés da Semulsp retiram, em média, 600 toneladas mensais de lixo em Manaus. Este ano, de janeiro a outubro foram recolhidas 6.172 toneladas de resíduos dos igarapés. Equipamentos como, retroescavadeiras hidráulicas, balsas, empurradores, botes e caçambas são utilizados para dar a destinação correta ao lixo proveniente dos córregos.

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