A Emparsanco é acusada de receber cerca de R$ 90 milhões de um contrato para tapar buracos em Manaus sem ter realizado, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado, a totalidade do serviço contratado.
Em outubro, a empresa ganhou as manchetes dos jornais depois que a Policia Federal prendeu em Manaus Edivaldo Lopes de Aguiar tentando sacar R$ 5 milhões em uma agência bancária. A denúncia é de que o dinheiro seria utilizado para compra de votos. Com Edivaldo os policiais encontraram cinco ordens de pagamentos emitidos pela empresa Santher, mas a PF descobriu que o dinheiro saiu dos cofres da Emparsanco em Manaus.
As investigações agora se voltam para as ligações do secretário Américo Gorayeb com a Mosaico e os interesses que a sua assessora representava para os dois grupos empresariais dentro da prefeitura.
A Emparsanco está sendo investigada pela Policia Federal por suposta lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de campanha. O diretório estadual do PMDB recebeu da empresa R$ 1,3 milhão. O PP R$ 500 mil e o PMN 200 mil.
Na Câmara de Vereadores, a oposição, liderada pro Marcelo Ramos)(PSB) e José Ricardo,(PT)está pedindo que o Ministério Público Federal entre nas investigações. Uma representação contra o prefeito Amazonino Mendes e o Secretário Américo Gorayeb será protocolada nesta quinta-feira.
A DOCUMENTAÇÃO
A Emparsanco é representada em Manaus pelo sócio do Consócio Mindú, empresário Jorge Sotto Mayor Fernandes Filho, segundo contrato que o Blog do Holanda publica abaixo. Jorge é dono da construtora Mosaico, que realizou as obras de reforma da Ponta Negra. Mosaico e Emparsanco constituiram o consórcio que vai realizar as obras do corredor ecológico no Igarapé do Mindú , cujo valor e de R$ 90 milhões.
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As relações comerciais das duas empresas poderiam ser consideradas naturais, se Sotto Mayor não fosse o marido de Cristiane Sotto Mayor, assessora do secretário de Infraesturura, Américo Gorayeb.
O Tribunal de Contas do Estado, em relatório de 120 paginas concluído esta semana e divulgado aqui no Blog do Holanda , atribui a Gorayeb as falhas existentes no contrato com a Emparsanco e os pagamentos realizados, uma vez que aparece como ordenador de despesas.
O fato de sua principal assessora ser pessoa ligada a Emparsanco, como representante legal e sócio no consórcio do Mindú levanta a suspeita de que há mais lixo debaixo desse tapete.


