Nesta quarta-feira será julgada Daiana Pires dos Santos, acusada de usar uma lâmina para cortar a barriga de uma grávida de nove meses para roubar o bebê. Ela será julgada por tentativa de homicídio e terá como defensor o advogado Francisco Nonato Boary.
No total, sete testemunhas foram arroladas pela acusação e defesa. O Ministério público, que será representado pelo promotor Rogério Marques, arrolou quatro testemunhas: Odete Pego Barreto (vítima), Fátima Lira de Oliveira, Nilda Dolzane da Silva e Maria Nelliane da Rocha. A defesa arrolou Luiza Lira de Oliveira, Floraci Lira de Oliveira, Fátima Lira de Oliveira e Valdicilene dos Santos Ramos.
O julgamento começa às 08h30 no Plenário do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro de São Francisco, Zona Centro-Sul de Manaus e será presidido pelo juiz titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mauro Antony.
Entenda o caso
De acordo com denúncia do Ministério Público, no dia 25 de setembro de 2012, Daiana convidou Odete para sua casa, localizada na Avenida Solimões, no bairro Industrial I, onde bateu na cabeça dela com uma tábua de madeira, o que a fez desmaiar. Em seguida, Daiana cortou a barriga de Odete, que estava grávida de nove meses, com uma lâmina para roubar o bebê, conforme o MP.
Em outro trecho da denúncia, o MP informa que Odete estava caída no chão da cozinha, sofrendo intenso sangramento, com as vísceras expostas e em estado de choque, e a acusada não prestou socorro. A doméstica a cobriu com um papelão "na esperança de que ela morresse e depois enterrá-la em um buraco no quintal da casa, para garantir a ocultação do assassinato”. Mãe e filho sobreviveram.

