Início Amazonas MPF pede cotas em vagas remanescentes na Ufam
Amazonas

MPF pede cotas em vagas remanescentes na Ufam

MPF pede cotas em vagas remanescentes na Ufam
MPF pede cotas em vagas remanescentes na Ufam

Manaus, AM – O Ministério Público Federal (MPF) endureceu o tom e recomendou formalmente nesta segunda-feira (24) que a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Ministério da Educação (MEC) passem a aplicar integralmente a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) em todos os processos seletivos, incluindo aqueles para o preenchimento de vagas residuais – ou ociosas – que surgem após desistências ou desligamentos de estudantes.

A ação do MPF se deu após ser informado de que a UFAM não estava reservando vagas para candidatos cotistas (pessoas com deficiência, pretos, pardos, indígenas e quilombolas) nos seus Processos Seletivos Extramacro (PSE), contrariando a legislação.

A UFAM justificou que as vagas remanescentes não exigiam a aplicação do sistema de cotas. No entanto, o MPF rejeitou o argumento, sustentando que o PSE, ao oferecer vagas decorrentes de óbito, desistência ou exclusão, é, para todos os efeitos, um concurso seletivo para ingresso na graduação.

O órgão se baseia na Constituição, em tratados de direitos humanos e na Nota Técnica 11/2025 da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que é clara ao assinalar a "necessidade de observância obrigatória da reserva de vagas" para todas as modalidades de ingresso, inclusive vagas ociosas e transferências facultativas.

O MPF alertou que a interpretação atual adotada pela UFAM e pelo MEC permite que alunos da ampla concorrência ocupem vagas que deveriam ser reservadas a cotistas, desvirtuando o propósito da lei.

O órgão fixou um prazo de 30 dias para que as instituições se manifestem sobre o acatamento da recomendação, sob pena de ações judiciais e responsabilização:

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?