Manaus/AM - O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar o atendimento ao indígena Tadeo Kulina, que morreu após ser espancado em Manaus. Ele veio a Manaus acompanhar a esposa que faria uma cirurgia de parto cesariano.
Os dois chegaram na capital amazonense no dia 1º de fevereiro e foram encaminhados direto para a maternidade Ana Braga. A transferência foi realizada pela Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM).
No entanto, a maternidade entrou em contato com a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Manaus, no dia 7 de fevereiro, para informar que a mulher estava sem acompanhante. Um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento de Tadeo foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), mas ele só foi identificado após o Instituto Médico Legal (IML) ser acionado para remover o corpo no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
De acordo com o MPF, foram solicitadas informações aos órgãos de saúde que atenderam os indígenas. Além disso, estão previstas oitivas para apurações necessárias. No entanto, as investigações sobre a morte de Kulina serão feitas pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

